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Preferimos morrer lutando do que perecer em casa, diz Bolsonaro

07/05/2021 13h35

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse nessa sexta-feira que ele e seus apoiadores preferem "morrer lutando do que perecer em casa", e voltou a afirmar que "seu Exército" não será usado para manter as pessoas em casa, ao reforçar os ataques contra as medidas de restrição de circulação impostas por governadores e prefeitos para conter o avanço da Covid-19.

"Se cada um de nós aqui militares juramos dar a vida pela nossa pátria, vocês que são o grande exército brasileiro darão tudo, até a própria vida, para garantir a liberdade", disse Bolsonaro a apoiadores em discurso durante inauguração de uma ponte em Rondônia. "Todos nós preferimos morrer lutando que perecer em casa."

Bolsonaro voltou a chamar o Exército brasileiro de seu, acrescentando agora também as demais Forças --Marinha e Aeronáutica-- na lista, para dizer que os militares não serão usados para cumprir medidas de restrição.

"O meu Exército jamais irá as ruas para mantê-los dentro de casa. A minha Marinha, o meu Exército e a minha Aeronáutica jogam dentro das quatro linhas da Constituição", afirmou.

O presidente disse mais uma vez que tem um decreto pronto para revogar medidas de restrição de circulação baseado no artigo 5º da Constituição, que trata dos direitos e deveres do cidadão, como já havia anunciado esta semana ao criticar, mais uma vez, governadores e prefeitos por medidas de restrição de circulação para conter a pandemia de Covid-19.

Mas, de novo, Bolsonaro apenas deixou a ameaça no ar, sem confirmar se e quando iria publicá-lo.

"Se baixar um decreto, que já está pronto, todos cumprirão. Por que todos cumprirão? Porque esse decreto nada mais é que a cópia dos incisos do artigo 5º da Constituição que todos nós juramos defendê-la", afirmou.

Bolsonaro tem usado, de forma deturpada, a garantia do direito de ir e vir, do livre exercício da religião, da profissão e de associação, previstos no artigo da Constituição, para defender que decretos estaduais de fechamento de comércio e de restrição de circulação de pessoas para conter o avanço da Covid-19 são inconstitucionais e estão usurpando poderes federais.

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