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REPORTAGEM

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Queiroga descarta política na Saúde e exalta mulheres no combate à covid

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga - WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga Imagem: WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

do UOL

Do UOL, em Brasília

12/04/2021 12h40

Há 20 dias no cargo, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou à coluna que já tem uma constatação: as mulheres são mais eficientes do que os homens no combate à pandemia. "É só ver o exemplo da Nova Zelândia", afirma.

E, após uma série de erros na gestão, que já foram apontados por especialistas, políticos, pelo Ministério Público e pela Justiça, é justamente para uma mulher que o ministro vai entregar a nova aposta do Ministério da Saúde e do governo para mostrar uma reação ao enfrentamento da pandemia

O ministro deve formalizar nesta semana a instalação da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento a Pandemia da Covid-19 e nomeará como responsável a enfermeira Francieli Fantinato.

"O presidente Jair Bolsonaro me chama de posto de saúde. O que é preciso em um posto de saúde eficiente? Um médico e uma enfermeira", disse.

O ministro afirma ainda que escolheu Francieli por ela ser técnica e atuar nas ações de combate ao covid desde o início da pandemia.

"Foi uma forma de prestigiar os técnicos e também os enfermeiros. Temos mais de 1 milhão de enfermeiros e enfermeiras na linha de frente", declarou.

Queiroga é o quarto ministro de Bolsonaro na gestão da pandemia e entre os diversos desafios que o médico tem pela frente um deles é não entrar em rota de colisão com Bolsonaro.

Nas palavras de um auxiliar do governo, o que o novo ministro tem que fazer é "conseguir trabalhar" para melhorar o cenário atual da doença no Brasil, acelerar as vacinas e evitar entrar em embates ideológicos.

Queiroga tem sido resistente nas suas primeiras semanas. Em jantar com empresários simpáticos ao governo na semana passada, em São Paulo, o ministro fez questão de usar a máscara a maior parte do tempo. O que tem dito o médico Queiroga? "Não é hora de politizar. O momento é de dar exemplo".

Também na semana passada, com autorização de Bolsonaro, o ministério da saúde colocou no ar uma nova campanha de conscientização contra a doença, recomendando uso de máscaras e distanciamento.

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