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15 dias

Peru elege presidente entre 18 candidatos e nenhum favorito

11/04/2021 12h44

Lima, 11 Abr 2021 (AFP) - Os centros de votação abriram neste domingo (11) no Peru para eleger o novo presidente e renovar o Congresso, em uma eleição muito imprevisível enquanto a pandemia de coronavírus não dá trégua no país.

Os milhares de centros de votação abriram as portas às 07h00 locais (09h00 no horário de Brasília), segundo o escritório nacional eleitoral, para receber durante 12 horas -quatro horas a mais que o habitual- os votos de 25 milhões de cidadãos.

"É preciso exercer o voto e é a nossa obrigação, principalmente neste momento tão difícil que o país vive", disse Rosario Villacrés, moradora de Lima, ao canal RPP após votar no Estádio Nacional.

O candidato presidencial peruano Hernando de Soto, um conhecido economista de direita, se comprometeu neste domingo a respeitar o veredito das urnas após votar em Lima.

"Qualquer que seja o resultado, nós, meu partido, vamos respeitar. E esperamos que seja o correto para depois avançar para o segundo turno", declarou o economista de 79 anos, o primeiro dos 18 candidatos a votar.

As votações acontecem enquanto a segunda onda da pandemia se acentua, com um recorde de 384 mortes por covid-19 no sábado, quase o dobro do número diário das 10 semanas anteriores, segundo o balanço oficial.

A ONPE prometeu divulgar os primeiros resultados oficiais parciais até as 23h30 locais (01h30 de segunda-feira no horário de Brasília), mas a contagem da eleição parlamentar pode levar alguns dias.

Enquanto alguns foram votar, dezenas de outros peruanos faziam fila em frente a locais de venda ou doação de oxigênio em Lima para conseguir uma recarga para um parente com covid-19, observaram os jornalistas da AFP.

"É injusto porque estamos aqui fazendo fila ao invés de estarmos votando, temos que amanhecer aqui para receber um cilindro de oxigênio", disse à AFP Marcela Lizama, de 38 anos, enquanto aguardava em um local do distrito de Villa El Salvador.

Esta votação deve encerrar um período de cinco anos marcado pelos transtornos políticos que levaram o país a ter três presidentes em cinco dias em novembro de 2020.

Sem partidos políticos fortes e em uma nação onde o candidato importa mais que a ideologia, há 10 concorrentes de direita ou centro-direita, quatro de esquerda, três nacionalistas e um de centro. Nenhum deles supera os 10% das intenções de voto, o que prevê uma definição em segundo turno, em 6 de junho.

Os sete candidatos com opções de ir para o segundo turno são o ex-legislador Yonhy Lescano (centro-direita), a antropóloga Verónika Mendoza (esquerda), o economista Hernando de Soto (direita), Keiko Fujimori (direita populista, filha do ex-presidente Alberto Fujimori), o ex-futebolista George Forsyth (centro-direita), o professor e sindicalista Pedro Castillo (esquerda radical) e o empresário Rafael López Aliaga (extrema direita).

Como há um empate estatístico entre eles, essa é "a eleição mais dividida da história", considerou o chefe do instituto de pesquisa Ipsos Perú, Alfredo Torres.

O Congresso unicameral de 130 membros também será renovado nessas eleições.

O novo presidente deve assumir em 28 de julho, dia em que o Peru comemora o bicentenário de sua independência, e terá o desafio de superar a crise de saúde, a recessão econômica e a crise política em uma nação de 33 milhões de habitantes.

O voto no Peru é obrigatório e quem não votar deve pagar multas.

fj/al/aa

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