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Bolsa sobe forte e tem alta de 4,70% na semana; dólar vai a R$ 5,684

Getty Images via BBC
Imagem: Getty Images via BBC
do UOL

Do UOL, em São Paulo

05/03/2021 17h22Atualizada em 05/03/2021 19h18

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, fechou em alta hoje (5). O índice teve valorização de 2,23% aos 115.202,23 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 4,70%.

As ações da Cogna lideraram os ganhos na Bolsa, com 10,00% de alta. Na outra ponta, os papéis da B2W caíram 4,27%.

Ontem (4), o índice teve valorização de 1,35% aos 112.690,17 pontos.

Já o dólar comercial fechou hoje (5) em alta de 0,45% ante o real, cotado a R$ 5,684 na venda, encerrando uma sequência de duas quedas consecutivas. Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 1,39%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Ontem (4), a moeda norte-americana teve queda de 0,11% ante o real, cotado a R$ 5,658 na venda.

O dólar subiu praticamente no mundo todo depois que comentários da véspera do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, elevaram a demanda global pela moeda norte-americana.

Os investidores elevaram os rendimentos dos títulos norte-americanos novamente na quinta-feira, aparentemente ressentidos com a relutância de Powell em prometer ainda mais apoio à economia afetada pela pandemia. Em um fórum do Wall Street Journal na véspera, o presidente do banco central dos Estados Unidos também reiterou sua promessa de manter o crédito livre e fluindo até que os norte-americanos voltem ao trabalho.

"Os mercados acionários seguem em queda e o dólar se fortalece ante a alta persistente dos juros longos dos títulos do Tesouro norte-americano", escreveram analistas do Bradesco à Reuters. "No discurso de ontem, (...) Powell reforçou o tom acomodatício para a política monetária, mesmo com inflação mais pressionada, mas não sinalizou preocupação com o movimento altista dos juros de mercado".

Enquanto isso, no Brasil, a conclusão no Senado do segundo turno de votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, na quinta-feira, forneceu algum alívio aos investidores ao final de uma semana marcada por incertezas políticas e fiscais domésticas, que ajudaram a deixar o dólar no caminho de ganho semanal de quase 1,7%.

A PEC Emergencial será discutida na próxima terça-feira na Câmara, com possibilidade de ter sua admissibilidade analisada, para então ter o mérito votado em dois turnos no plenário da Casa na quarta, afirmou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

"A aprovação da PEC (...) afastou uma crise de confiança na equipe do ministro da economia, Paulo Guedes, mas as principais medidas de controle das despesas que ficaram no texto, aprovado em dois turnos pelo Senado, viraram muito mais uma promessa de ajuste fiscal para o futuro", opinou Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora, em nota matinal.

Ao mesmo tempo, vários investidores chamavam a atenção para comentários feitos na véspera pelo presidente Jair Bolsonaro. Em mais um ataque a medidas de restrição de circulação que estão sendo adotadas contra a covid-19, o presidente disse que o país precisa parar com "frescura" e "mimimi".

Rodrigo Esper, chefe da mesa de câmbio da Vero Investimentos, disse à Reuters que a fala de Bolsonaro mostra "um certo descaso" com a situação sanitária do país, destacando também que a estratégia de vacinação brasileira está deixando a desejar.

(Com Reuters)

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