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Bolsonaro inclui Temer e Skaf em comitiva que viajará ao Líbano; veja lista

Grupo de 13 pessoas também inclui o marqueteiro de Temer, Elsinho Mouco, e 2 senadores do MDB - Adriano Machado/Reuters
Grupo de 13 pessoas também inclui o marqueteiro de Temer, Elsinho Mouco, e 2 senadores do MDB Imagem: Adriano Machado/Reuters
do UOL

Do UOL, em São Paulo

10/08/2020 21h43Atualizada em 10/08/2020 22h47

A comitiva brasileira designada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para levar ajuda humanitária ao Líbano tem 13 pessoas — dentre elas, o ex-presidente Michel Temer, filho de libaneses, e o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf (MDB).

Temer, que é reu e estava impedido de sair do país, obteve a autorização da Justiça para viajar com a comitiva. O juiz da 7ª Vara Federal criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, afirmou que o motivo está "plenamente justificado ante a natureza humanitária da missão".

O marqueteiro de Temer, Elson Mouco Júnior, conhecido como Elsinho Mouco, também integra a lista. Foram escolhidos ainda os senadores Nelson Trad Filho e Luiz Osvaldo Pastore, ambos do MDB, e os secretários Flávio Augusto Viana Rocha (Assuntos Estratégicos) e Kenneth Félix Haczynski da Nóbrega (Negociações Bilaterais no Oriente Médio, Europa e África).

Carlos Augusto Fecury Sydrião Ferreira, representante do Exército, Michael Pereira Lopes, Ronaldo da Silva Fernandes, Luciano Ferreira da Sousa, Sebastião Ruiz Silveira Júnior e Marcelo Ribeiro Haddad completam a lista. Não há nenhuma mulher na comitiva escolhida por Bolsonaro.

Os nomes foram divulgados em edição extra do DOU (Diário Oficial da União).

O grupo parte na próxima quarta-feira da BASP, base aérea da FAB (Força Aérea Brasileira) em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. A comitiva levará alimentos e medicamentos, além de uma equipe técnica para investigar as causas da explosão que, na semana passada, deixou ao menos 160 mortos e milhares de feridos em Beirute, capital libanesa.

Bolsonaro deve viajar à capital paulista para acompanhar a partida da comitiva brasileira. Temer foi convidado na semana passada pelo próprio presidente para chefiar a missão. O antecessor de Bolsonaro se disse "honrado" com a missão.

'Papel pacificador'

Bolsonaro e Temer - Pedro Ladeira/Folhapress - Pedro Ladeira/Folhapress
Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Mais cedo, em entrevista à CNN Brasil, Temer afirmou que vê na viagem uma oportunidade de o Brasil "exercer atividade internacional" e estreitar relações com países árabes. O ex-presidente também declarou que pretende auxiliar no processo de pacificação do país.

"Não sei se exatamente para limpar a barra, mas se o Brasil conseguir em uma, duas ou três idas realmente ajudar a composição interna do Líbano, nós faríamos uma grande coisa", avaliou.

Temer também elogiou Bolsonaro pela "visão internacionalista" e disse acreditar que o governo pretende ir além da ajuda humanitária ao enviar uma comitiva até o Líbano.

"Nós vamos tentar fazer com que o Brasil entre num processo, modestamente, numa mediação para resolver as questões internas do Líbano. Há uma grande dificuldade, uma grande disputa, oposição ao governo", disse, mencionando a renúncia do primeiro-ministro Hassan Diab. "O Brasil tem condições para isso, poder colaborar para pacificação interna do Líbano."

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