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Red Bull demite executivos nos EUA após polêmicas sobre racismo

Sho Tamura/Red Bull Content Pool
Imagem: Sho Tamura/Red Bull Content Pool
do UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

15/07/2020 15h59

A Red Bull demitiu três importantes executivos de seu time nos Estados Unidos após uma controvérsia sobre o "silêncio público" da empresa acerca do movimento Black Lives Matter.

Segundo o site Adweek, foram demitidos Stefan Kozak, CEO executivo da América do Norte, Amy Taylor, CMO da empresa e Florian Klaass, chefe global de marketing cultural da empresa.

A polêmica começou em junho, após mais de 300 funcionários da Red Bull assinarem uma carta, dirigida a Kozak, onde reclamavam do "silêncio público" da marca sobre o assassinato de George Floyd, em Minneapolis. Os colaboradores também pediam que a empresa iniciasse ações reais para "acabar com a injustiça racial".

Três semanas depois, os funcionários vazaram um slide de uma reunião da equipe de marketing cultural dos EUA que mostrava um meme do mapa-múndi com estereótipos racistas.

O mapa era uma variação do desenho "O mundo segundo os americanos" —nele, a China é apontada como o lugar que "faz nossas coisas", o México é descrito como onde "lavam nossas roupas" e a África é exibida como "de onde vem os animais do zoológico", entre outras piadas xenofóbicas. Segundo o site Business Insider, Klaass teria aprovado o uso do meme na apresentação.

Em junho, o conselho de administração da Red Bull escreveu um memorando em resposta à carta dos funcionários, dizendo que "rejeitava o racismo de todas as formas" e que "quem sabe alguma coisa sobre nossa empresa sabe disso".

Sobre as demissões, a Red Bull confirmou à Adweek os desligamentos, mas não deu justificativas sobre as saídas do CEO e da CMO. Sobre a demissão de Klaass, a empresa disse que o departamento estaria diminuindo de tamanho para concentrar esforços "onde ela causa maior impacto".

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