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Cúpula das Forças Armadas está 'extremamente indignada' com fala de Gilmar

Fellipe Sampaio /SCO/STF
Imagem: Fellipe Sampaio /SCO/STF
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

do UOL

Colunista do UOL

12/07/2020 17h22Atualizada em 12/07/2020 17h55

A fala do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, de que o Exército estaria se associando a "um genocídio" por conta das respostas do governo a pandemia do coronavírus foi extremamente mal recebida pelo Ministério da Defesa e pelos demais comandantes das Forças Armadas.

"Houve uma profunda indignação", disse uma fonte próxima dos militares.

A avaliação é que o ministro do STF até poderia não concordar com a atual (e já longa) interinidade do general Eduardo Pazuello no comando no ministério da Saúde.

"Daí a falar em genocídio e ainda associar um crime gravíssimo desse ao Exército é um absurdo."

A cúpula da Defesa avalia neste domingo se haverá algum tipo de posicionamento ou resposta a fala do ministro.

Há um receio de que o episódio possa voltar a acender a crise entre os poderes, que vinha arrefecendo após alguns dias de silêncio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que evitou novas polêmicas principalmente com a Suprema Corte.

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