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Ministra em Madagascar é demitida após encomendar R$ 9,9 mi em pirulitos

Segundo Rijasoa Andriamanana, objetivo era mascarar sabor amargo de tônico anunciado como cura para o coronavírus; bebida não tem comprovação científica - Getty Images
Segundo Rijasoa Andriamanana, objetivo era mascarar sabor amargo de tônico anunciado como cura para o coronavírus; bebida não tem comprovação científica Imagem: Getty Images
do UOL

Do UOL, em São Paulo

05/06/2020 17h21

A ministra da Educação de Madagascar, Rijasoa Andriamanana, foi demitida ontem após tornar públicos os planos de US$ 2 milhões (mais de R$ 9,9 milhões) em pirulitos para estudantes do país, localizado na África Oriental.

Segundo o site da BBC, a ideia de Andriamanana era mascarar o sabor amargo de um tônico que o presidente do país, Andry Rajoelina, vem promovendo como cura para o novo coronavírus. A agência de notícias AFP informa que cada estudante do país receberia três pirulitos.

Não há comprovação científica a respeito da eficácia do tônico. Segundo a Academia Médica Nacional do país, o produto à base de artemísia pode oferecer riscos à saúde da população.

Rajoelina barrou a iniciativa da ministra, que, de acordo com o site da TV queniana K24 TV, abriu mão do plano frente à negativa presidencial. Após a decisão, o governo do país anunciou a demissão da ministra, que foi substituída por Elia Béatrice Assoumacou.

De acordo com dados da Universade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, Madagascar registrou 975 casos do novo coronavírus desde o início da pandemia, com 201 pacientes recuperados e sete óbitos causados pela covid-19.

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