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Washington Post publica artigo em defesa do impeachment de Jair Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto -
Presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto
do UOL

Do UOL, em São Paulo

30/03/2020 18h44Atualizada em 30/03/2020 20h38

O jornal Washington Post, considerado uma das publicações mais importantes dos Estados Unidos, abriu espaço para artigo da antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, da Universidade de Bath, no Reino Unido, que defende abertamente o impeachment do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (sem partido).

Sob o título "Bolsonaro está colocando o Brasil em risco. Ele deve ser retirado" (na tradução livre), Rosana Pinheiro cita a sua "alarmante incapacidade de governar" e o acusa de ter "comportamento irresponsável e divisivo".

"Enquanto o novo coronavírus se espalha no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro demonstrou uma incapacidade alarmante de governar o país, minando a pandemia e os esforços para proteger e salvar vidas. E como resultado de seu comportamento irresponsável e divisivo, ele jogou o Brasil em uma profunda crise. Ele deve ser removido do cargo."

No texto, a antropóloga diz que Bolsonaro participou de atos, apertando as mãos de apoiadores, contradizendo até mesmo especialistas em saúde.

"E ele ignorou as recomendações para praticar o distanciamento social depois que membros de sua própria equipe deram positivo para o vírus. É claro que Bolsonaro abandonou seu dever de proteger a população", afirma.

Em sua análise, Rosana Pinheiro conclui dizendo. "O impeachment pode ser um processo político e jurídico difícil. (Os brasileiros há muito tempo viveram um processo politizado e injusto contra Dilma Rousseff que chegou a um golpe.) Mas o caso contra Bolsonaro é à prova de balas. Hoje ele representa uma ameaça existencial. Deve haver profunda articulação política e legitimidade social para realizar sua remoção, e uma transição deve ser cuidadosamente planejada."

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que informou a matéria, o nome da antropóloga é Rosana Pinheiro-Machado, e não Rosa. A informação foi corrigida.

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