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Lula: "Ministério Público não pode ficar na mão de mentirosos messiânicos"

Ex-presidente Lula durante congresso do PT em São Paulo - Nacho Doce/Reuters
Ex-presidente Lula durante congresso do PT em São Paulo Imagem: Nacho Doce/Reuters
do UOL

Do UOL, em São Paulo

11/12/2019 22h02

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou o procurador Deltan Dallagnol ao falar que o "Ministério Público não pode ficar na mão de mentirosos messiânicos". A declaração foi dada hoje durante lançamento do livro "Lawfare, Uma Introdução", dos advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins, Valeska Teixeira Zanin Martins e Rafael Valim, na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo.

O ex-presidente falava sobre a absolvição dele e da ex-presidente Dilma Rousseff no caso do "quadrilhão do PT". O caso é de uma ação penal movida contra petistas por suposta organização criminosa em esquemas na Petrobras, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e em outros setores da administração pública.

"O Ministério Público é uma instituição muito séria, muito respeitada, que não pode ficar na mão de mentirosos messiânicos, sem nenhum compromisso com a democracia. Eu briguei muito pela independência que o Ministério Público tem hoje. Um irresponsável não pode, em nome do Estado, fazer o que fizeram. Se houve uma quadrilha neste país, ela chama-se Lava jato", disse Lula, que também atacou o ministro Sergio Moro.

"Só quero que as pessoas descubram o crime que eu cometi e anunciem ao povo brasileiro. O Moro, quando foi me condenar, por não saber qual crime eu cometi, me condenou por 'atos indeterminados'. Eu não quero conchavo, eu não quero privilégio, eu quero que determine: qual crime eu cometi?", disse.

Lula ainda falou que o Brasil vive "um fascismo" e que está faltando "capacidade de indignação" para os brasileiros.

"Eu estou com muita vontade de derrotar o fascismo neste país. Quero que vocês tenham a mesma força. Um governo que mente descaradamente todo dia, um cara que tenta destruir tudo que foi de bom. Como você pode viver em um país assim? Está faltando a capacidade da indignação. Temos que estar indignados. Eu quero levar esta luta até o fim. Não sou daqueles que plantam jabuticaba esperando pra chupar. Alguém vai chupar essa jabuticaba algum dia. Eles vão ter que pedir desculpa pelo que fizeram", finalizou.

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