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Goldman prevê estabilização de economia chinesa em 2020

Bloomberg News

22/11/2019 06h56

(Bloomberg) -- O abrandamento das tensões comerciais, a retração do setor de manufatura global atingindo um piso e a continuidade de uma política cautelosa de apoio do governo chinês são fatores que devem estabilizar a economia da China em 2020, segundo o Goldman Sachs.

A segunda maior economia do mundo deve crescer 5,8% no ano que vem, impulsionada por gastos consistentes dos consumidores, disseram economistas como Andrew Tilton e Hui Shan em relatório sobre o cenário para 2020 publicado na sexta-feira. O consenso entre economistas consultados pela Bloomberg indica uma expansão do PIB de 5,9% em 2020.

A estabilização, ou mesmo uma "fraca reaceleração sequencial", projetada pelo Goldman no próximo ano seria um bom resultado para o governo da China, que enfrenta os efeitos da desaceleração resultante das iniciativas para diminuir os riscos financeiros e o impacto sobre a confiança, abalada pela guerra comercial ao longo de 2019.

Reconhecendo que o Banco Popular da China e as autoridades fiscais aumentaram as políticas de apoio este ano, os economistas do Goldman ainda veem a necessidade de um maior afrouxamento em 2020, "com ênfase em medidas fiscais".

Houve uma "mudança na política doméstica para uma postura mais conservadora, que coloca relativamente mais peso no controle de riscos e na sustentabilidade e aceita um crescimento ligeiramente menor como preço para reduzir o risco de cauda", escreveram os economistas. Segundo o banco, o governo chinês está cada vez mais inclinado a adotar políticas de longo prazo.

A aceleração dos preços ao consumidor na China durante o surto de peste suína este ano representou um desafio para o governo, já que veio acompanhada de uma deflação no setor industrial. Para 2020, é provável que essa situação continue, disseram os economistas. A reposição dos plantéis de suínos deve diminuir a pressão sobre a inflação no segundo semestre de 2020. O banco espera uma melhora moderada na deflação dos preços ao produtor.

O maior risco para esse quadro de estabilização é um colapso das negociações comerciais EUA-China.

"Ambos os lados têm um incentivo para negociar de forma agressiva e cada um parece perceber que está na vantagem", segundo o relatório. "Vemos as próximas semanas como a fase crítica, antes da implementação tarifária programada para 15 de dezembro."

To contact Bloomberg News staff for this story: Jeff Black em Frankfurt, jblack25@bloomberg.net

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