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Ministro mostra otimismo após apresentar plano de concessões em Nova York

20/09/2019 21h29

Nova York, 20 set (EFE).- Depois de passar os últimos dias nos Estados Unidos apresentando um plano de concessões de que visa atrair R$ 200 bilhões ao Brasil, o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, comemorou nesta sexta-feira, em Nova York, o resultado da viagem e mostrou otimismo com a participação dos investidores americanos nos leilões que o governo federal planeja fazer nos próximos três anos.

"Parece que há grande interesse nos nossos bens. Fizemos uma promoção do nosso plano, mas temos que seguir um procedimento. Nos próximos três anos, haverá leilões nos quais as empresas poderão competir para investir em novas obras, aumentar a capacidade da nossa infraestrutura e administrar esses bens durante 30 anos", afirmou Tarcísio em entrevista à Agência Efe.

Segundo o ministro, os encontros desta semana serviram para tirar dúvidas dos investidores interessados nos projetos brasileiros, que contemplam portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. Para convencê-los a investir no país, Tarcísio usou como exemplo os leilões já realizados pelo governo de Jair Bolsonaro, o que para ele são uma "clara demonstração" da confiança na economia do país.

"Eles queriam esclarecer como seriam abordadas e resolvidas as regras de cada contrato. (...) Acredito que o grande desafio é o grande volume de trabalho que temos, mas sabemos como fazer, fizemos antes, fizemos 26 leilões neste ano. Estamos trabalhando com vários parceiros nesses projetos", revelou Tarcísio.

"É um plano bem compreensivo, com projetos para todo o país, que trarão serviços de alta qualidade, seja para a agroindústria, para as regiões industriais e para o comércio", completou o ministro ao explicar o plano do governo Bolsonaro para o setor.

Tarcísio deve repetir a excursão para apresentar o projeto de concessões em outros países. A próxima parada, por enquanto, é a Espanha. Também estão na agenda viagens ao Reino Unido e à China, principal parceiro comercial do Brasil.

Como parte do projeto, o ministro assinou um memorando de entendimento no último dia 2 de agosto com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross. O documento visa dar ao Brasil acesso à Corporação de Investimento Privado dos EUA (OPIC), que conta com cerca de US$ 60 bilhões para incentivar projetos em países emergentes.

O ministro ainda explicou que o papel do governo federal neste plano é buscar o cumprimento dos contratos que serão firmados com os futuros parceiros, para que as obras sejam entregues a tempo, beneficiando a população com novas infraestruturas e serviços de qualidade. EFE

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