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Renzi deixa PD para criar novo partido na Itália

17/09/2019 07h49

ROMA, 17 SET (ANSA) - Após meses de ameaça de cisão, o ex-primeiro-ministro da Itália Matteo Renzi anunciou nesta terça-feira (17) sua saída do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda. A legenda compõe atualmente o governo italiano junto com o Movimento 5 Estrelas (M5S). Renzi, que é senador, tomou a decisão de sair do PD mesmo com o atual secretário nacional, Nicola Zingaretti, fazendo apelos para que permanecesse no partido. "Eu lamento. É um erro", comentou Zingaretti. O ex-premier, que governou a Itália entre 2014 e 2016, disse que não acredita em uma união dentro do PD e que sua saída "fará bem para todos". "Sair do PD fará bem para todos, inclusive para Conte [Giuseppe, atual primeiro-ministro da Itália]. O partido se tornou uma junção de correntes, mas falta uma visão de futuro", disse Renzi ao jornal "La Repubblica". "Quero passar os próximos meses combatendo Salvini", anunciou, referindo-se ao líder do partido nacionalista Liga Norte e ex-ministro do Interior da Itália. Nos últimos tempos, com posições divergentes e até opostas em relação a vários temas, como imigração, Renzi e Salvini trocaram acusações e protagonizaram momentos de confronto. A ideia de Renzi é fundar seu próprio partido, que contará com cerca de 30 apoiadores, incluindo parlamentares italianos, que também sairão do PD. Seu objetivo é tentar atrair o voto de eleitores moderados e de centro, mas mantendo o diálogo com o PD para sustentar o governo com o M5S, formado no mês passado.   

Entre os nomes cotados para seguir Renzi na nova empreitada, estão Maria Elena Boschi, Gennaro Migliore, Ivan Scalfarotto, Michele Anzaldi, Roberto Giachetti, Silvia Fregolent, Marco Di Maio, Anna Ascani, Luciano Nobili, Luigi Marattin, Lucia Annibali, Mattia Mor, Nicola Carè, Massimo Ungaro e Ettore Rosato, todos com mandatos na Câmara dos Deputados da Itália.   

No Senado, Renzi deve ter o apoio de Francesco Bonifazi, Teresa Bellanova, Tommaso Cerno, Davide Faraone, Eugenio Comenicini, Nadia Ginetti, Ernesto Magorno e Donatella Conzatti. (ANSA)
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