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Celular está com problemas? Veja como economizar na assistência técnica

iSotck/Getty Images
Imagem: iSotck/Getty Images
do UOL

Felipe Germano

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/06/2019 04h00

Só não teve um celular quebrado quem nunca teve celular. Em algum momento ele vai cair no chão e rachar a tela, mergulhar em uma privada, parar de recarregar ou ter algum outro problema do tipo. Apesar do futuro implacável, no entanto, não significa que o usuário não consiga economizar (pelo menos um pouco). Conversamos com especialistas em assistência técnica, para entendermos como, afinal, minimizarmos os danos do celular --ao menos para o bolso do dono.

Celular caiu no chão. E agora?

Antes de tentar diminuir o seu gasto, você tem que tentar entender a razão do problema. Um celular com a tela quebrada é o exemplo perfeito disso. "Apesar de a grande maioria das assistências trocarem tudo, em 95% dos casos a quebra é apenas do vidro, não do LCD", afirma Tatiana Moura, técnica da Fix Online, empresa especialista em troca de vidro e tela de celulares.

Se a tela estiver sem manchas, sem riscos e com o touch funcionando normalmente, não há a necessidade de trocar o LCD."

Tatiana Moura, técnica da Fix Online

A substituição apenas do vidro pode reduzir o custo da operação em até 70%.

A decisão, porém, tem suas consequências. "A economia acontece até certo ponto. Quando você troca só o vidro, o resultado não fica igual ao da fábrica, isso por que a cola utilizada não é a mesma. A qualidade de imagem e nitidez, geralmente é afetada", afirma Geferson dos Santos, professor na Premium Phone, escola paulistana especializada no treinamento de assistências técnicas.

"Costumo dizer que o custo-benefício realmente vale a pena quando há uma economia de mais de 50%. A tela de uma Samsung S8 plus, por exemplo, está custando R$ 1.200. Apenas o vidro desse mesmo display sai por R$ 400 ou R$ 500. Nesse tipo de caso, a diferença compensa", diz. "Mesmo assim, é um trabalho bastante arriscado. O profissional tem que ser muito habilidoso, caso contrário, o LCD pode se quebrar na hora de retirar o vidro".

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Carregador quebrou. Vale a pena comprar um mais baratinho?

Curto e grosso: não. Um carregador da Samsung custa, em média, R$ 90; um sem marca sai por metade disso. O problema é que esses R$ 45 de economia podem custar um aparelho novo em muito pouco tempo. "Um carregador possui duas funções: a primeira, claro, é a recarga; a segunda, não tão óbvia, é a proteção do celular", afirma Santos.

Enquanto os carregadores paralelos apenas cumprem a função de recarga, os originais conseguem evitar que uma eventual variação de tensão atinja o aparelho. Na prática isso evita que uma descarga elétrica queime a placa-mãe do seu celular. Isso vale principalmente para os carregadores veiculares --a principal causa de queima hoje."

Gefferson dos Santos, professor de treinamento de assistências técnicas

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Imagem: iStock
Celular travando. Eu preciso levar ele na assistência?

Geralmente não. Se você quer guardar um dinheirinho, o recomendável mesmo é, antes de mais nada, dar um Google. "Muitos casos que são levados para assistência são problemas de software e isso você consegue aprender no Youtube", afirma Santos.

Em geral, esse tipo de questão envolve sistemas operacionais desatualizados, ou até mesmo vírus criados para aparelhos. "Há uma infinidade de tutoriais extremamente simples para que você resolva esses problemas. Basta assistir alguns, escolher um bom, bem avaliado nos comentários, que te passe segurança", conta. Claro, que se você não estiver confiante com o passo a passo explicado no tutorial, é melhor não colocá-lo em prática - mas há uma grande possibilidade de que o próprio técnico use exatamente as mesmas ferramentas para consertar seu aparelho.

Tem alguma coisa que posso fazer para preservar melhor meu aparelho?

Várias. E o melhor, elas são extremamente simples. A vida útil do seu aparelho depende de pequenos cuidados que não vão atrapalhar sua rotina, mas podem poupar um dinheirão a longo prazo.

Não deixe seu celular no banheiro durante o banho, por exemplo. O vapor do seu banho entra diretamente no seu aparelho e pode causar a oxidação da placa principal do celular. Sistemas periféricos, como as caixas de som, também podem parar de funcionar.

Outro exemplo de oxidação acontece na hora do exercício. Não malhe com seu aparelho junto ao corpo. "O suor é extremamente oxidante, ainda mais que o vapor da água comum, por causa dos sais minerais e ácidos que o corpo naturalmente expele durante atividades físicas", afirma Santos. "A oxidação causa curtos-circuitos que, em alguns casos podem fazer o aparelho até pegar fogo", completa.

Conecte o carregador com cuidado e em movimento reto. Sabe quando, para ajudar a desconectar o carregador do aparelho, você dá uma torcidinha no plug? Uma giradinha leve, primeiro para um lado, depois para um outro, que faz o cabo desprender quase que instantaneamente? Pois então, não faça mais isso. O movimento ideal é sempre reto. Isso evita que o cabo seja danificado. Lembrando que aquele mau contato do carregador de celular velho começa com um dano no cabo do carregador.

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