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Governo de Maduro diz que se reuniu duas vezes com enviado de Trump

2019-02-16T19:37:00

16/02/2019 19h37

Caracas, 16 fev (EFE).- O governo de Nicolás Maduro informou neste sábado que se reuniu pelo menos duas vezes com Elliot Abrams, designado por Donald Trump como enviado especial dos Estados Unidos para a Venezuela.

"Fizemos duas reuniões das quais eu não posso dar detalhes porque devo respeitar a confidencialidade das mesmas, mas foram reuniões onde nos escutamos", disse o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza, em entrevista à emissora "Telesur".

Arreaza, que mostrou o passaporte e o visto diplomático para provar que participou dos encontros, ressaltou que "houve momentos de tensão".

"Há diferenças profundas, mas também há preocupações compartilhadas. Se temos que nos reunir com o diabo, se temos que ir ao centro da Terra para falar com o diabo e defender a soberania da Venezuela, exigir respeito e conseguir um caminho de respeito com o governo representado pelo império e as corporações neste momento no mundo, nós o faremos", argumentou.

As reuniões ocorreram em meio a uma elevada tensão entre ambos os países e após Maduro cortar os laços diplomáticos com os Estados Unidos, que não o reconhece como presidente reeleito.

Arreaza disse também que esses encontros representam um diálogo binacional que não pode ser negado por porta-vozes americanos, e que Maduro "está a par de cada detalhe" conversado.

"É evidente (o diálogo com os EUA). Inclusive o senhor (John) Bolton - assessor de Segurança Nacional da Casa Branca -, o senhor da guerra, o reconheceu", comentou.

O chanceler ainda denunciou que o Departamento de Estado dos EUA restringiu em 25 milhas ao redor da sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington a livre movimentação do diplomata venezuelano para o órgão, Samuel Moncada.

"Eles têm medo das palavras da Venezuela, têm medo da verdade da Venezuela", afirmou o chanceler.

Arreaza disse que o governo venezuelano está "avaliando" que ações tomará para evitar que "a voz da Venezuela na OEA" seja silenciada antes de 27 de abril, quando deixará a organização por decisão própria. EFE

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