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Imigração irregular na Espanha cresce 51% no primeiro trimestre

17/06/2021 19h14

Madri, 17 jun (EFE).- A chegada irregular de imigrantes à Espanha cresceu 51% entre 1º de janeiro e 15 de junho de 2021 em relação ao mesmo período de 2020, segundo informou nesta quinta-feira o Ministério do Interior espanhol, que não inclui nesses dados a entrada massiva de pessoas vindas do Marrocos na cidade espanhola de Ceuta, no norte da África.

De acordo com os registros oficiais, 11.718 imigrantes entraram irregularmente na Espanha no primeiro semestre.

Além disso, fontes da pasta de Interior destacaram à Agência Efe que, segundo a análise das forças de segurança, nos dias 17 e 18 de maio chegaram a Ceuta, principalmente a nado, um número muito próximo de 10.000 pessoas.

No entanto, especificaram que esses dados não podem ser incorporados ao sistema estatístico até que um número específico esteja disponível.

Do total de imigrantes, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 10.861 chegaram por via marítima (4.397 a mais que no mesmo período do ano passado) em 644 embarcações precárias, o que representa um aumento de 68%.

Especificamente nas costas atlânticas das Ilhas Canárias chegaram 5.734 pessoas, o que representou um aumento de 116,5%.

Cerca de 23.000 pessoas chegaram irregularmente do continente africano ao arquipélago das Canárias em 2020, principalmente devido à grave crise socioeconômica causada pela covid-19.

O fluxo para a costa peninsular espanhola e as Ilhas Baleares (Mediterrâneo) também aumentou até 15 de junho, em 31,3%, para 4.951 pessoas.

Já em Ceuta, 176 imigrantes entraram por via marítima em 40 barcos, 46 mais do que no mesmo período de 2020.

Por via terrestre, segundo a pasta de Interior da Espanha, 387 pessoas entraram em Ceuta desde o início do ano até 16 de maio, 146,5% a mais que no mesmo período do ano anterior.

Em Melilla, a outra cidade espanhola no Norte da África, 470 imigrantes cruzaram a fronteira terrestre irregularmente (-57,8%), enquanto nenhum fez a travessia marítima.

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