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Bolsonaro chama militantes para manifestação com agricultores no sábado

"Vou estar lá no meio deles agradecendo pelo trabalho que eles fizeram", afirmou o presidente - Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro
"Vou estar lá no meio deles agradecendo pelo trabalho que eles fizeram", afirmou o presidente Imagem: Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro
do UOL

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

09/05/2021 16h26

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chamou seus militantes para manifestação em seu favor junto com agricultores no próximo sábado (15). O convite foi feito neste domingo de Dia das Mães (9) diante de uma plateia de cerca de 4.500 apoiadores no Palácio do Alvorada, que se aglomerou no local depois de um passeio de motocicleta.

"Dia 15, pessoal, tá todo mundo convocado", iniciou o presidente, sem máscara e minutos após cumprimentar apoiadores numa aglomeração. "Vou lá pro meio da rua, com o pessoal do campo, o pessoal do agronegócio, para a tomada de Brasília."

Vou estar lá no meio deles se Deus quiser dando uma força e agradecendo pelo trabalho que eles fizeram"
Jair Bolsonaro, presidente

"No meio da pandemia, eles, como muitas categorias, não pararam. Um abraço a todos. Até sábado dia 15 se Deus quiser."

No sábado, um grupo de sindicatos rurais organiza um ato em favor do presidente. Os principais articuladores são as associações Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra (Andaterra) e dos Cafeicultores do Brasil (Sincal), de acordo com a Agência Estado. As entidades são ligadas à Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).

A manifestação em apoio a Bolsonaro vem num momento em que o presidente precisa de ajuda. A CPI da Covid no Senado tomou depoimentos de ex-ministros da Saúde que apontaram para a responsabilidade para o chefe do Executivo por políticas consideradas ineficazes na pandemia. Entre os problemas, estaria o uso de remédios sem comprovação científica, além de atitudes que, no segundo semestre de 2020, travaram a chegada de vacinas ao Brasil em 2021.

Ele também disse que as Forças Armadas não atuarão para evitar a circulação de pessoas nas ruas, medida utilizada para evitar a expansão da covid-19, que já matou mais de 400 mil no Brasil.

O presidente disse que a economia está, "aos poucos", se recuperando. Há 14,4 milhões de desempregados no país. O PIB do país, que já havia desacelerado para 1,1% em 2019, antes da pandemia, ficou em 4,1% negativos no ano passado.

Bolsonaro afirmou que o passeio de moto não era uma "demonstração política", mas de "amor à Pátria". Destacou que o povo brasileiro é "unido", "cristão" e "trabalhador" em busca de valores como paz, tranquilidade e liberdade.

Depois do evento, o presidente divulgou um vídeo no aplicativo Telegram ao som de rock'n'roll e ronco de motores. Colocou imagens aéreas do passeio de moto pelas ruas de Brasília e da sessão de cumprimentos aos militantes no Alvorada. Ao final do vídeo, uma inscrição dizia: "Feliz Dia das Mães".

Estavam presentes ao evento o ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet e os ministros Luiz Ramos (Casa Civil) e Braga Neto (Defesa). "Hoje é o Dia das Mães e, obviamente, essa reunião é para homenageá-la, em primeiro lugar", disse o presidente no vídeo divulgado pelo Telegram.

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