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15 dias

Venezuela acusa Facebook de "totalitarismo digital" por bloquear Maduro

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que teve conta no Facebook bloqueada - Manaure Quintero/Reuters
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que teve conta no Facebook bloqueada Imagem: Manaure Quintero/Reuters

28/03/2021 12h17

Resumo da notícia

  • Presidente da Venezuela teve página bloqueada pelo Facebook por "violações reiteradas" de políticas contra desinformação relacionada à covid- 19
  • Bloqueio da página impede que administradores façam novas publicações por um mês, sem torná-la invisível
  • Facebook também retirou vídeo em que Maduro defende o Carvativir como tratamento contra coronavírus

O governo venezuelano acusou o Facebook de "totalitarismo digital" ao criticar o bloqueio de 30 dias da página do presidente da Venezuela Nicolás Maduro por "violações reiteradas" das políticas da rede social contra a desinformação relacionada à covid- 19.

"Estamos testemunhando um totalitarismo digital, exercido por empresas supranacionais que querem impor suas leis aos países do mundo", afirma um comunicado divulgado pelo ministério da Comunicação e Informação.

O bloqueio da página, que impede que seus administradores façam novas publicações por um mês, sem torná-la invisível, ocorreu após a retirada de um vídeo de Maduro sobre o Carvativir, o último de uma série de remédios sem estudos médicos publicados em plataformas científicas que o presidente promove como tratamento contra o coronavírus, anunciou um porta-voz do Facebook no sábado.

"Removemos um vídeo postado na página do presidente Nicolás Maduro por violar nossas políticas de desinformação (...) que poderia colocar as pessoas em risco", disse o Facebook.

"Chama a atenção que, em uma espécie de tirania do algoritmo, se persiga principalmente os conteúdos voltados para o combate da pandemia", respondeu o governo venezuelano.

Caracas também considerou que a ação do Facebook é uma "extensão" das sanções dos Estados Unidos contra a Venezuela para tentar depor Maduro, e chamou de "ato de censura".

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP), uma das principais organizações jornalísticas do país, acusa o governo de Maduro de "uma política sistemática" contra os meios de comunicação críticos.

Na mesma linha, a ONG que promove a liberdade de expressão 'Espacio Público' denuncia que mais de uma centena de meios de comunicação fecharam desde que o presidente chegou ao poder em 2013.

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