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Com decisão da Opep, Petrobras não terá como evitar novo aumento, diz Abicom

No caso da gasolina, a defasagem passou a ser de 11%, com pico de 13% no porto de Itaqui, e do diesel, de 8% - Marcelo D. Sants/Framephoto/Estadão Conteúdo
No caso da gasolina, a defasagem passou a ser de 11%, com pico de 13% no porto de Itaqui, e do diesel, de 8% Imagem: Marcelo D. Sants/Framephoto/Estadão Conteúdo

Denise Luna

04/03/2021 16h18

O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, avalia que a Petrobras não terá como evitar um novo aumento de combustíveis esta semana, depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) aprovou a manutenção dos níveis de produção de petróleo em abril iguais aos de março, o que significa extensão dos cortes na produção.

Segundo Araújo, o impacto da decisão da Opep foi imediato no preço dos derivados no mercado internacional, voltando a aumentar a defasagem dos valores praticados no mercado interno pela Petrobras. No caso da gasolina, a defasagem passou a ser de 11%, com pico de 13% no porto de Itaqui, e do diesel, de 8%.

"Com o resultado da reunião da Opep realizada hoje, o mercado aguarda um novo anúncio pela Petrobras dos preços da gasolina (+R$0,32/litro) e do diesel (+R$0,22/litro)", disse Araújo ao Broadcast. "A Petrobras precisa anunciar novos aumentos amanhã", alertou.

Com a defasagem, importadores perdem a janela de compras, por não conseguirem competir com os preços da estatal no mercado interno.

A decisão da Opep fez o preço do petróleo voltar a subir no mercado internacional e ensaiar cotações próximas de US$ 70 o barril, depois de ter caído a US$ 20 o barril no auge da pandemia (março/abril), no ano passado.

A Petrobras argumenta que mantém a paridade dos preços em relação ao mercado internacional, mas que essa medida é diferente entre os vários tipos de agentes do mercado.

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