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Governador do PI critica briga entre União e estados: 'Ganha o coronavírus'

"[Conflito entre União e estados] Não é razoável, não é bom para ninguém", defendeu Wellington Dias (PT) - José Itamar/Futura Press/Estadão Conteúdo
"[Conflito entre União e estados] Não é razoável, não é bom para ninguém", defendeu Wellington Dias (PT) Imagem: José Itamar/Futura Press/Estadão Conteúdo
do UOL

Do UOL, em São Paulo

02/03/2021 15h54Atualizada em 02/03/2021 17h10

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), criticou hoje os sucessivos embates entre o governo federal — mais especificamente, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) — e representantes de estados e municípios no que diz respeito ao combate à pandemia. Pregando união, ele defendeu que o conflito "não é bom para ninguém" — só para o coronavírus.

A declaração foi feita logo depois de uma visita de governadores às instalações da farmacêutica União Química, em Brasília. A empresa é responsável pela produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia, e ainda pendente de aprovação no Brasil.

"O representante do Ministério da Saúde [Airton Cascavel, presente na visita] fez um apelo sobre a importância de se baixar a temperatura, 'o Brasil precisa de união'... Nós acreditamos. Da nossa parte, a gente tem feito um esforço para isso. O que não é razoável, eu acho, é a gente ter essa situação entre o poder central e estados e municípios. Acho que não é bom para ninguém. Só quem ganha com isso é o coronavírus", disse Dias, que também representa o Fórum de Governadores.

Ele ainda pediu agilidade à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na análise do pedido de aprovação para uso emergencial da Sputnik V no Brasil. Os últimos documentos devem ser apresentados ainda nesta semana pela União Química, segundo compromisso firmado hoje pela farmacêutica com o Ministério da Saúde.

O governador reforçou a previsão de iniciar em abril a produção da vacina no Brasil — prazo já anunciado pela União Química no início do ano.

"Acredito que vão ter condições de início de produção no mês de abril, com capacidade de 8 milhões de doses ao mês. Com base nisso [queremos saber] o que é possível, além do que já está contratado, o que é possível acrescentar de entrega entre abril e julho para que, com isso, a gente possa estar com mais vacinas para mais cedo imunizar os brasileiros", acrescentou.

Dias disse esperar chegar a julho com mais de 70% da população brasileira vacinada.

(Com Agência Brasil)

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