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Prefeito de Porto Alegre critica bandeira preta: 'capital paga preço alto'

30.noiv.2020 - O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo - Mateus Raugust/Divulgação
30.noiv.2020 - O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo Imagem: Mateus Raugust/Divulgação
do UOL

Do UOL, em São Paulo

26/02/2021 15h15

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Mello (MDB), criticou as medidas adotadas pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo leite (PSDB), no enfrentamento à pandemia do coronavírus, entre elas a de colocar a capital na bandeira preta, que indica altíssimo risco de esgotamentos da capacidade hospitalar.

Em entrevista ao canal CNN Brasil na tarde de hoje, o prefeito afirmou que a população da capital vinha cumprindo o distanciamento e vai pagar um preço muito alto pela medida do governo estadual.

"A capital paga um preço muito alto por isso, porque nós adotamos todo distanciamento, combatemos as festas irregulares, e amanhã entramos na bandeira preta numa medida que o governador suspendeu a cogestao. A partir de amanhã, entramos só com serviços essenciais", declarou.

Na bandeira preta, estão autorizados a funcionar apenas serviços essenciais, como supermercados e farmácias. Bares e restaurantes podem funcionar apenas pelo serviço de delivery ou para retirada de pedidos.

"O Rio Grande do Sul vai praticamente parar sua economia para salvar vidas. Eu continuo pensando que você poderia produzir mais restrições, mas não fechar atividades. Mas foi uma decisão do governador, e não coube aos prefeitos opinarem sobre ela porque ele suspendeu a cogestão", afirmou.

Além disso, o prefeito disse que, por ele, manteria shoppings e supermercados abertos durante 24 horas, e não por 20 horas como determina a bandeira preta.

Segundo Melo, com horário estendido de funcionamento as pessoas teriam mais tempo para ir a esses locais, evitando aglomerações.

"Tenho uma tese de que quanto mais tempo você mantiver um comércio aberto, menos pessoas você vai ter nele", disse. "Posso mandar série de fotos na porta de fila em supermercado, gente se topando um no outro. Isso me parece que não é a melhor política. Se queremos distanciamento e menos pessoas, quanto mais horário melhor."

O prefeito, no entanto, não apresentou nenhum dado ou estudo que comprove sua opinião.

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