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Explosões em zona de embaixadas e empresas internacionais em Cabul deixam mortos e feridos

18.ago.2020 - Oficiais inspecionam veículo atingido por um foguete em Cabul, no Afeganistão - Mohammad Ismail/Reuters
18.ago.2020 - Oficiais inspecionam veículo atingido por um foguete em Cabul, no Afeganistão Imagem: Mohammad Ismail/Reuters

21/11/2020 06h00

Pelo menos oito pessoas morreram e 31 ficaram feridas em explosões, neste sábado (21), no centro de Cabul, no Afeganistão. Segundo fontes do governo, mísseis atingiram a Zona Verde, onde estão embaixadas e empresas internacionais.

"Por volta das 8h40 da manhã (hora local), os terroristas bombardearam com 23 mísseis a cidade de Cabul", declarou o ministério do Interior do Afeganistão. O porta-voz da polícia da capital afegã, Ferdaws Faramarz, confirmou a informação.

A embaixada do Irã anunciou no Twitter que seu edifício principal foi atingido por fragmentos de um míssil, mas nenhum de seus empregados ficou ferido.

Fotos que circulam em redes sociais mostram possíveis estragos em um muro externo de um complexo médico. As explosões se produziram em zonas muito densas, principalmente nas proximidades da central Zona Verde, um bairro fortificado que abriga dezenas de companhias internacionais e seus empregados, e um setor no norte da cidade.

Os ataques ainda não foram reivindicados, mas responsáveis do governo afegão acusam os talibãs.

Zabihullah Mujahid, porta-vos dos insurgentes, declarou que o ataque não tinha sido realizado pelo grupo. "Nós não atiramos às cegas em lugares públicos", afirmou.

Ross Wilson, encarregado de assuntos americanos em Cabul, condenou os ataques no Twitter. "Os Estados Unidos vão continuar a trabalhar com os parceiros afegãos para evitar este tipo de ataque", escreveu.

O ministério do Interior declarou que duas pequenas explosões, mais cedo na manhã de sábado, atingiram um carro da polícia, matando um policial e deixando três feridos.

Retirada das tropas americanas

O ataque acontece antes dos encontros previstos neste sábado em Doha, capital do Qatar, entre o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, os negociadores talibãs e o governo afegão.

Após um acordo de retirada das tropas americanas do Afeganisão assinado em Doha, em fevereiro deste ano, entre Washington e os talibãs, os insurgentes se comprometeram a não atacar zonas urbanas. Mas autoridades de Cabul acusam o movimento de outros bombardeios recentes na capital.

Nesta semana, o Pentágono anunciou a saída próxima de 2.000 soldados do Afeganistão, acelerando o calendário estabelecido durante o acordo, que prevê uma retirada total das tropas americanas até meados de 2021.

O presidente Donald Trump prometeu colocar fim às "guerras sem fim", incluindo a do Afeganistão, a mais longa intervenção americana, lançada após os atentados de 11 de setembro de 2001. O presidente eleito Joe Biden, também quer colocar um fim ao conflito.

Nos últimos seis meses, os talibãs realizaram 53 atentados suicidas e 1.250 explosões, que deixaram 1.210 mortos e 2.500 feridos entre civis, declarou esta semana o porta-voz do ministério do Interior, Tariq Arian.

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