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UE ameaça retaliar China após adoção de lei de segurança em Hong Kong

13/07/2020 16h49

A União Europeia (UE) vai coordenar medidas para apoiar a população de Hong Kong e alertou que a aplicação da lei de segurança imposta por Pequim à antiga colônia britânica "terá um impacto" em suas relações com a China. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (13) por Josep Borrell, chefe da diplomacia europeia.

A União Europeia (UE) vai coordenar medidas para apoiar a população de Hong Kong e alertou que a aplicação da lei de segurança imposta por Pequim à antiga colônia britânica "terá um impacto" em suas relações com a China. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (13) por Josep Borrell, chefe da diplomacia europeia.

"A União Europeia desenvolverá uma resposta coordenada em apoio à autonomia de Hong Kong", disse  Borrell após uma reunião com os ministros das Relações Exteriores da UE em Bruxelas, a primeira em quatro meses. Ele citou vistos e bolsas para permitir que os moradores de Kong Kong viajem para a UE, além de restrições à exportação de armas para as forças de segurança.

"Adotamos hoje duas mensagens, uma de apoio à autonomia e às liberdades fundamentais de Hong Kong e outra, para a China, de que as medidas terão um impacto em nossas relações", afirmou o chefe da diplomacia europeia.

"Hoje, com a França, propusemos adotar uma posição europeia sobre como trataremos Hong Kong no futuro quando a lei de segurança for aplicada", afirmou o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, cujo país ocupa a presidência rotativa da UE desde 1º de julho.

O chanceler francês, Jean-Yves le Drian, não fez declarações nesta segunda-feira, mas havia anunciado na quarta-feira passada a determinação da França em reagir. "Estamos considerando medidas que irei divulgar quando chegar a hora", declarou.  "Deverá ter um impacto nas exportações de armas, por exemplo, incluindo as de uso duplo (civil e militar). Consideramos lógico tratar Hong Kong da mesma maneira que a China continental", que já é atingida por esse tipo de medida, insistiu Heiko Maas.

Facilitar entrada de chineses de Hong Kong na UE

O ministro alemão pediu uma "facilitação da entrada de chineses de Hong Kong na Europa" e "apoio ao trabalho de cientistas, pesquisadores, jornalistas e artistas que enfrentam problemas através de programas de bolsas e a um acesso mais fácil". A UE também precisa decidir sobre uma modificação dos acordos de extradição, de acordo com a autoridade alemã, que também mencionou assistência jurídica mútua.

"Acredito que todos os Estados membros da União Europeia já estejam pensando nisso", afirmou. "Estamos determinados a passar das palavras para a ação", disse ele. A lei de segurança nacional imposta a Hong Kong pelo regime comunista de Pequim visa reprimir a subversão, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras, em resposta ao movimento de contestação lançado no ano passado contra o governo central na ex-colônia britânica.

 (Com informações da AFP)

 

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