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Empresa busca destino para transatlânticos afetados por coronavírus no Panamá

29/03/2020 21h23

Cidade do Panamá, Panamá, 30 Mar 2020 (AFP) - A empresa responsável pelos transatlânticos que atravessariam o Canal do Panamá rumo a Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, anunciou que busca um destino para as embarcações - onde há mortos e infectados pelo novo coronavírus -, rejeitadas pelo prefeito da localidade americana.

"Estamos tentando determinar para onde iremos levá-los", disse em vídeo Orlando Ashford, presidente da Holland America Line, responsável pelos navios "Zaandam" e "Rotterdam". "A situação é difícil e sem precedentes, e toda a minha equipe tem trabalhado incessantemente junto a agências governamentais" para buscar uma solução, assinalou.

O Zaandam zarpou de Buenos Aires em 7 de março, com 1.800 ocupantes, rumo a San Antonio, costa central do Chile. Mas o navio foi obrigado a alterar seu trajeto para o Panamá, diante do fechamento de portos decretado por governos sul-americanos ante a expansão do novo coronavírus.

Desde sexta-feira, o navio é assistido em águas panamenhas pela embarcação Rotterdam, que saiu dos Estados Unidos com suprimentos, funcionários e kits de teste da doença. Neste sábado, teve início a transferência de um grupo de 400 pessoas assintomáticas do Zaandm para o Rotterdam.

Ambas as embarcações se encontram, agora, à espera de poderem cruzar o Canal do Panamá rumo a Fort Lauderdale, mas o prefeito daquela localidade disse que não há condições para recebê-las.

"Não há garantias de que os turistas serão escoltados do navio até um centro de assistência, ou colocados em quarentena. Isso é totalmente inaceitável", tuitou o prefeito Dean Trantalis. "Não podemos colocar em risco ainda maior nossa comunidade, já que temos nossa própria crise sanitária, com milhares de pessoas que já testaram positivo para a letal e contagiosa Covid-19."

Segundo Trantalis, "há muitas bases navais na Costa Leste onde esse navio poderia ser atendido em um entorno muito mais controlado".

"Quatro pessoas estão mortas, e isso está na consciência de todas as pessoas que, ao longo do trajeto, rejeitaram-nos", disse à AFP a americana Laura Gabaroni, retirada do navio com o marido. "O que precisamos, mais do que nunca, neste momento, é de um lugar para atracar, para que os doentes sejam atendidos e as pessoas saudáveis façam o que devem fazer para retornar a seus lares e a suas vidas."

jjr/ltl/lb

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