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Após confessar ter matado filho, mulher arranca olho com as unhas em prisão

do UOL

Hygino Vasconcellos

Colaboração para o UOL, de Porto Alegre

19/11/2019 21h14Atualizada em 19/11/2019 21h14

Resumo da notícia

  • Mulher confessou ter matado o filho de 6 anos no último dia 15 e foi presa
  • Na prisão, ela arrancou o olho esquerdo e também tentou tirar o direito
  • A presa foi submetida a cirurgia e passou por avaliação psiquiátrica
  • Ela aguarda uma vaga no Hospital Psiquiátrico de Goiânia
  • Mulher já havia sido suspeita da morte de outro filho, em 2018, mas o caso foi arquivado

Uma mulher de 29 anos, presa suspeita de matar por asfixia o próprio filho de 6 no último dia 15, arrancou com as unhas o olho direito no isolamento do Centro de Inserção Social (CIS) de Rio Verde, em Goiás. Ela ainda tentou tirar o olho direito, mas foi contida por agentes penitenciários.

A mulher, que não teve o nome informado, foi presa na última quinta-feira (14) quando revelou que teve um "momento de fúria" após o menino se recusar a limpar a casa.

A mulher cometeu a autoenucleação, como é conhecido no meio médico esse tipo de extração, no último sábado (16). Após arrancar o olho esquerdo, ela atirou o órgão no ralo do banheiro da cela, sem possibilidade de recuperação.

Agentes penitenciários relataram que não havia nenhum objeto cortante no local, que poderia auxiliá-la na retirada. Em nota, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), informou que a presa "demonstrou alterações emocionais e psicológicas".

Do presídio, a mulher foi levada às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio Verde. Segundo o diretor-geral da instituição, Paulo Renato Silva, a presa chegou ao local com bastante sangramento. Após receber curativos, ela foi encaminhada na madrugada de domingo para o Hospital Fundação Banco de Olhos, em Goiânia, onde passou por uma cirurgia.

Na tarde do mesmo dia, ela retornou para a UPA em Rio Verde para uma avaliação psiquiátrica. Segundo o diretor-geral da unidade, não foi possível identificar que tipo de transtorno a paciente possui, já que ela praticamente não falou com a equipe. "O laudo é ainda muito pobre de informações", observou Silva.

A mulher está agora na ala psiquiátrica da Hospital Municipal de Rio Verde, aguardando a abertura de vaga no Hospital Psiquiátrico em Goiânia. Ela está sendo acompanhada e, segundo o diretor da UPA, não perdeu a visão do olho direito. Em nota, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária informou que a 6ª Coordenação Regional Prisional já tomou todas as providências sobre o ocorrido no último sábado dentro do presídio.

Relembre o caso

A morte do menino aconteceu em Santa Helena de Goiás, a 207 km de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, a mulher acordou o filho por volta de 5h e pediu para que limpasse a casa. Ao recusar, o menino sofreu agressão com um cinto e correu para o quintal. Nos fundos da casa, a mãe o teria executado. A própria suspeita acionou a PM (Polícia Militar) por volta das 9h30. Segundo o delegado Danillo Porto, responsável pela investigação, ela confessou a morte.

Após matar a vítima, ainda segundo a polícia, ela colocou fogo nos objetos, nas roupas e nos documentos pessoais do menino. A frieza no depoimento da suspeita chamou a atenção das autoridades que acompanham o caso. Quando a PM chegou à residência, a mulher amamentava outro filho, um bebê.

Em 2018, a mulher também foi considera suspeita pela morte de outro filho. Segundo a Polícia Civil, ela dormiu em cima um recém-nascido, causando a morte do bebê. Na ocasião, a perícia não apontou intenção da mãe, e o caso foi arquivado.

* Com informações de Abinoan Santiago, em Ponta Grossa (PR)

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