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Igreja Católica pede abertura de diálogo na Bolívia

18/11/2019 14h53

A Igreja Católica pediu, nesta segunda-feira (18), a abertura de um diálogo para encerrar a crise social na Bolívia, que se tornou mais violenta após a renúncia do ex-presidente Evo Morales. Pelo menos 23 pessoas já morreram nos confrontos entre os manifestantes e a polícia.

A Igreja Católica pediu, nesta segunda-feira (18), a abertura de um diálogo para encerrar a crise social na Bolívia, que se tornou mais violenta após a renúncia do ex-presidente Evo Morales. Pelo menos 23 pessoas já morreram nos confrontos entre os manifestantes e a polícia.

Os bispos bolivianos, em coordenação com a União Europeia e as Nações Unidas, pediram ao governo, partidos políticos e representantes da sociedade civil que iniciem um diálogo a partir desta segunda-feira para pacificar o país. "O diálogo é a maneira apropriada de superar as diferenças entre os bolivianos", disse o secretário-geral da Conferência Episcopal Boliviana, Aurelio Pesoa, em uma coletiva de imprensa, na qual considerou que "realizar eleições transparentes é a melhor maneira de superar as diferenças".

Os bispos discutem desde a semana passada com o governo interino de Jeanine Áñez e setores ligados ao presidente Morales. Ele renunciou há uma semana e se exilou no México depois do início dos protestos denunciando fraudes nas eleições de 20 de outubro.

Grupo ligado a Morales discute pacificação no país

O Movimento ao Socialismo (MAS, de Morales), que é maioria no Congresso, também está tentando reunir grupos legislativos minoritários "para trabalhar, conversar, discutir a situação política e pacificar o país", de acordo com um anúncio feito neste domingo (17). A ministra da Comunicação, Roxana Lizárraga, acusou nesta segunda-feira o ex-presidente Morales de tentar dividir os bolivianos.

"O que ele está causando é apreensão. Ele não é um pacificador... ele está nos chantageando", acusou. No México, Morales usou o Twitter para fazer suas críticas. Em vez de pacificação, ordenam difamação e repressão contra irmãos do campo que denunciam o golpe de Estado", escreveu.

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