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Prefeitura revoga bandeira 3 para táxis de São Paulo

KEINY ANDRADE/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/
Imagem: KEINY ANDRADE/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/
do UOL

Do UOL, em São Paulo

14/11/2019 08h21

Os táxis de São Paulo não poderão rodar mais em bandeira 3, como havia sido autorizado na semana passada. A prefeitura da capital paulista revogou a portaria que previa a cobrança da tarifa, que equivale a 30% a mais do que o valor da bandeira 2.

A nova medida foi publicada no Diário Oficial (D.O.) de hoje, mas desde segunda-feira a prefeitura já admitia que a iniciativa seria cancelada.

De acordo com a prefeitura, o pedido era uma demanda dos taxistas. A bandeira 3 só poderia ser aplicada em viagens que começarem na saída de grandes eventos, como shows, feiras, congressos, eventos esportivos e eventos oficiais previamente cadastrados no DTP (Departamento de Transportes Públicos). O passageiro teria de ser avisado antes da cobrança, também opcional para os taxistas.

Agora, a gestão Bruno Covas afirma, no D.O., que um pedido do sindicato dos taxistas motivou a revogação.

Outros lados

Em nota, a Prefeitura afirmou no início da semana que "a revogação (...) se dá em razão da repercussão entre os taxistas, embora a demanda seja antiga e tenha sido debatida com representantes da categoria", disse o comunicado da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT).

Quando a nova tarifa foi anunciada, sindicatos de taxistas divergiram sobre a cobrança. Presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo (Sinditaxi), Natalício Bezerra Silva disse, na ocasião, que o grupo não havia sido consultado. "A categoria não quer essa tarifa. Não fomos consultados. Ela não atende aos nossos interesses."

Para Silva, a cobrança maior poderia estimular ainda mais os passageiros a usarem aplicativos. "Ela (a Bandeira 3) deve atender a outros interesses que não o do taxista - que quer cobrar uma tarifa justa que atenda os clientes da cidade."

Já para o presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi no Estado de São Paulo, Antonio Matias, o Ceará, havia avaliado a medida como positiva. "O motorista fica esperando em bolsões na saída dos grandes eventos. Enquanto ficamos esperando, estamos perdendo a oportunidade de outras viagens", disse.

*Com informações da Agência Estado

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