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Enquanto estou vivo, vou estar na política, diz Bolsonaro sobre reeleição

MYKE SENA/ ESTADÃO CONTEÚDO
Imagem: MYKE SENA/ ESTADÃO CONTEÚDO
do UOL

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

19/07/2019 13h46Atualizada em 19/07/2019 21h14

Com menos de sete meses no cargo de presidente, Jair Bolsonaro (PSL) afirmou hoje que enquanto estiver vivo vai continuar na política. A declaração foi dada em resposta a uma pergunta sobre a possibilidade de se reeleger. Ele vem reforçando o discurso nas últimas semanas que contraria as afirmações feitas na campanha presidencial, quando defendeu reiteradamente ser contrário à reeleição.

"Cara, enquanto eu estou vivo, meu coração está batendo aqui, eu vou estar na política. A política não sai da gente nunca. Eu me sinto, muitas vezes um deputado federal. Me sinto o Hélio Negão (amigo de Bolsonaro e eleito deputado federal pelo PSL-RJ) dentro do Parlamento. É do nosso meio. Quando o homem não tem mais uma missão tem que comprar um lote no cemitério", disse a jornalistas.

Eleito por sete mandatos consecutivos e tendo trabalhado 27 anos como deputado na Câmara, Bolsonaro já havia declarado ontem que tem um grande desafio de "entregar, em 2023 ou 2027, um Brasil melhor a quem nos suceder".

Hoje, em declaração após um evento que celebrou o Dia Nacional do Futebol, Bolsonaro voltou a falar em entregar o país em 2027. Ele falava da intenção de indicar o filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao cargo de embaixador do Brasil nos EUA.

"Ah, tenham paciência, pô. Vocês acham que eu sou uma pessoa que não tenho responsabilidade com o meu Brasil? Tenho. Estou cumprindo uma missão. Não é fácil, mas se Deus quiser, dada a assessoria que tenho dos ministros, a gente vai cumprir essa missão. Eu pretendo entregar o Brasil em 2023 ou 2027 muito melhor do que eu recebi. Com uma crise moral ética e econômica. Arrebentaram com o Brasil", afirmou.

Desde que se candidatou a vereador no Rio de Janeiro, em 1988, venceu todas as eleições que disputou. Ele também aproveitou para tentar minimizar a questão e atrelar a possibilidade da reeleição à reforma política. "Sempre falei durante a campanha. Se fizermos uma boa reforma política, diminuindo o número de parlamentares federais estaduais, municipais, entre outras coisas, eu abro mão da reeleição", disse.

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