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Confira a escalada das tensões no Golfo

Navio petroleiro pega fogo no golfo de Omã - HO/IRIB TV/AFP
Navio petroleiro pega fogo no golfo de Omã Imagem: HO/IRIB TV/AFP

Dubai

18/07/2019 20h08

As tensões no Golfo se intensificaram nos últimos meses, com enfrentamentos cada vez mais intensos entre Estados Unidos e Irã, reavivadas pela retirada de Washington do acordo sobre o programa nuclear iraniano e o restabelecimento das sanções contra Teerã.

Mobilização americana - Em 5 de maio de 2019, um mês depois de ter incluído em sua lista negra "organizações terroristas estrangeiras" a Guarda Revolucionária --exército ideológico iraniano-- e a força Qods, encarregada de operações exteriores da Guarda -, os Estados Unidos anunciaram o envio de um porta-aviões e de bombardeiros no Oriente Médio.

Nas semanas seguintes, Washington reforçou sua presença militar na região.

Retirada do acordo nuclear - Um ano depois da retirada unilateral dos EUA do acordo sobre o programa nuclear iraniano, o presidente americano, Donald Trump, impôs novas sanções contra diferentes setores econômicos iranianos.

Em 8 de maio, o Irã anunciou que desejava limitar suas reservas de água pesada e urânio enriquecido, medidas às quais se comprometeu no acordo internacional de 2015. Até este momento, o Irã havia respeitado seus compromissos, segundo a Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica).

Em 1º de julho, Teerã anunciou que tinha superado o limite imposto a suas reservas de urânio pouco enriquecido. No dia 8, anunciou que produzia urânio a pelo menos 4,5%, um nível proibido.

"Sabotagem" de navios - Quatro navios, três deles petroleiros, foram alvo em 12 de maio de "atos de sabotagem" nas águas territoriais dos Emirados Árabes. Washington e Riad incriminaram o Irã, que negou a acusação.

Teerã, que ameaçou várias vezes fechar o Estreito de Ormuz, por onde transita um terço do petróleo mundial, considerou estes atos como "alarmantes".

Em 13 de junho, dois petroleiros, um deles japonês, foram atacados no mar de Omã. Washington, Londres e Riad acusaram o Irã, que desmentiu.

Drone americano derrubado - Em 20 de junho, a Guarda Revolucionária anunciou ter derrubado um drone americano, que tinha "violado o espaço aéreo iraniano". Washington afirma que o aparelho estava no espaço aéreo internacional.

Trump declarou que havia anulado no último minuto ataques contra o Irã para evitar elevadas perdas humanas.

Petroleiro britânico - Em 10 de julho, a Marinha militar iraniana tentou, segundo o Reino Unido, "impedir a passagem" de um petroleiro britânico no estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária negou qualquer confronto com navios estrangeiros.

O incidente ocorreu depois que o presidente iraniano, Hassan Rohani, advertiu o Reino Unido sobre as consequências por ter capturado um petroleiro iraniano em 4 de julho em Gibraltar.

Irã intercepta um cargueiro - Hoje (18), a Guarda Revolucionária anunciou que havia retido "um cargueiro estrangeiro", que seria suspeito de estar fazendo "contrabando" de combustível no Golfo. O navio-tanque foi interceptado em 14 de julho "ao sul da ilha [iraniana] de Larak", no estreito de Ormuz.

Drone iraniano derrubado - No mesmo dia, Trump anunciou que os Estados Unidos derrubaram um drone iraniano no estreito de Ormuz se aproximava perigosamente de um navio americano.

Segundo o presidente americano, que chamou outros países a "condenar o Irã" e proteger seus próprios navios, o drone se aproximou a menos de mil metros do navio USS Boxer, que empreendeu "uma ação defensiva".

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