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Novo carregamento de ajuda dos EUA chega à fronteira Colômbia-Venezuela

2019-02-16T20:22:00

16/02/2019 20h22

Cúcuta, Colômbia, 16 Fev 2019 (AFP) - Os Estados Unidos descarregaram neste sábado toneladas de ajuda humanitária para a Venezuela na Colômbia e advertiram os militares daquele país sobre um eventual bloqueio de sua entrada, planejada para 23 de fevereiro.

Dois aviões de carga C-17 desembarcaram no aeroporto da cidade fronteiriça de Cúcuta, na segunda fase de uma operação duramente questionada pelo governo de Nicolás Maduro, que visa aliviar a escassez de medicamentos e alimentos que o país petrolífero sofre.

Uma delegação do governo dos EUA, chefiada pelo secretário da Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Mark Green, entregou a ajuda que será armazenada em um depósito, perto da ponte fronteiriça Tienditas, que liga a Colômbia à Venezuela.

A enviada do Departamento de Estado, Julie Chung, alertou os militares leais a Maduro sobre o risco de tentar impedir a entrada de assistência humanitária.

"Seus concidadãos estão fugindo e morrendo de fome, eles estão cometendo um erro terrível ao bloquear essa ajuda", disse ela em entrevista coletiva.

Um dos aviões que decolou da base da Homestead, em Miami, levou 70 toneladas de assistência - que inclui suplementos nutricionais, kits de higiene, empilhadeiras e pessoal para ajudar a descarregar a mercadoria.

Uma vez pronta no centro de distribuição, a ajuda protegida pela Colômbia será acrescentada às demais feitas por Estados Unidos e Porto Rico desde o dia 7 de fevereiro.

Durante os próximos dias, são esperados mais aviões com ajuda, antes da data estabelecida pelo opositor Juan Guaidó - reconhecido por cerca de 50 países como presidente interino - para a entrada da ajuda na Venezuela.

"Estamos orgulhosos de estar ao seu lado, com o povo da Venezuela que almeja esta liberdade, com o povo que pede uma democracia verdadeira", afirmou Green em coletiva de imprensa.

Além disso, ao rejeitar o que ele chamou de "tirania de Maduro", Green pediu que as forças de segurança não obstruíssem a entrada e distribuição dessa "ajuda que é necessária imediatamente".

Espera-se que durante a semana mais ajuda seja coletada em três outros pontos: Brasil, Miami e Curaçao.

Neste sábado, Guaidó pediu mobilizações em toda a Venezuela em 23 de fevereiro para acompanhar as caravanas que irão para os pontos de entrada da ajuda humanitária.

Por ora, a oposição e seus aliados internacionais não revelaram os detalhes da operação que planejam para levar e distribuir assistência na Venezuela.

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