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EUA deixam toneladas de ajuda humanitária para a Venezuela em Cúcuta

2019-02-16T21:04:00

16/02/2019 21h04

Héctor Neira Rangel.

Cúcuta (Colômbia), 16 fev (EFE).- A ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos à Venezuela começou a chegar neste sábado em grandes quantidades à cidade colombiana de Cúcuta, onde três aviões da Força Aérea americana aterrissaram com toneladas de suplementos nutricionais e itens de higiene.

Os aviões militares Boeing C-17, que têm capacidade para transportar até 77,5 toneladas de carga cada, partiram da base aérea de Homestead, no sul de Miami, e aterrissaram nesta tarde no Aeroporto Internacional Camilo Daza de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela.

Aguardavam na pista o diretor da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), Mark Green; o embaixador da Colômbia em Washington, Francisco Santos, e Lester Toledo, representante para a assistência humanitária do presidente do Parlamento e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

Também participaram da ocasião a subsecretária adjunta do Escritório de Assuntos para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, Julie Chung; o chefe da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) na Colômbia, Roberto Menéndez; e o diretor da União Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD), Eduardo José González.

"A ajuda que acaba de chegar veio a pedido do presidente interino Juan Guaidó em coordenação com o governo da Colômbia", disse Green em entrevista coletiva concedida na pista do aeroporto.

O chefe da Usaid explicou que os mantimentos, kits de higiene e remédios que estão chegando a Cúcuta procedem não só dos Estados Unidos, "mas também de muitos países que participam desta ajuda".

"Este não é o primeiro envio que chega dos Estados Unidos nem será o último", ressaltou.

Uma vez descarregadas dos aviões, as toneladas de ajuda foram levadas em caminhões até o lado colombiano da ponte internacional de Tienditas, por onde devem entrar na Venezuela.

Cúcuta, Curaçao e Roraima são os pontos de coleta das ajudas humanitárias, cuja entrada à Venezuela será feita no dia 23 de fevereiro, segundo anunciou Guaidó na terça-feira passada.

Ao ser perguntado por jornalistas sobre como será entrada da assistência ao país, dada a rejeição do governo de Nicolás Maduro à ajuda humanitária, Lester Toledo não quis dar detalhes da operação, mas garantiu: "Que passa, passa".

Segundo disse Toledo, a assistência "já está se transformando em um tsunami humanitário que não vai parar" porque outros países anunciarão em breve que farão parte da iniciativa liderada por Estados Unidos e Colômbia.

Green acrescentou que recentemente se reuniu com o presidente colombiano, Iván Duque, para falar da cooperação que está sendo feita "de maneira contínua entre os países" a fim de enviar ajuda que possa "salvar muita gente que está sofrendo na Venezuela".

"Como sabemos, esta assistência é necessária de maneira urgente e chega em um momento muito oportuno porque muitas crianças têm fome na Venezuela e quase todos os hospitalizados vivem uma grave escassez de provisões e remédios", explicou Green.

Segundo a Embaixada dos Estados Unidos na Colômbia, Usaid "está preparando provisões adicionais de assistência humanitária em Miami e Houston para ser distribuída imediatamente na região" e chegarão nos próximos dias em voos militares. EFE

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