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1 mês

Rei do Marrocos lamenta tensões entre seu país e a Argélia

31/07/2021 21h48

Rabat, 1 Ago 2021 (AFP) - O rei de Marrocos, Mohamed VI, lamentou neste sábado (31) as "tensões" entre o seu país e a Argélia e reiterou o seu apelo à reabertura das fronteiras terrestres com o vizinho, num discurso proferido por ocasião da festa do Trono.

"Eles nunca terão que temer má-fé por parte do Marrocos (...) A segurança e estabilidade da Argélia e a paz de seu povo estão organicamente ligadas à segurança e estabilidade de Marrocos", declarou Mohamed VI em uma mensagem aos argelinos.

O monarca convidou o presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, a "fazer prevalecer o bom senso" e "trabalhar em uníssono para o desenvolvimento das relações" entre os dois vizinhos.

As relações entre a Argélia e o Marrocos foram prejudicadas durante décadas pela questão do Saara Ocidental, uma ex-colônia espanhola controlada em grande parte pelo Marrocos, que o considera como parte de seu território, enquanto a Polisário reivindica sua independência, apoiada pela Argélia.

Uma nova fonte de tensão surgiu há duas semanas. O embaixador marroquino na ONU anunciou durante uma reunião do Movimento dos Países Não Alinhados que apoia a "autodeterminação" do "povo cabila" na Argélia, em resposta ao apoio deste país aos independentistas saharauis. Argel respondeu convocando o seu embaixador em Rabat para consultas.

"Convido o quanto antes o presidente argelino a trabalhar em uníssono pelo desenvolvimento das relações fraternas tecidas entre os nossos dois povos durante anos de luta comum", referindo-se à cooperação dos movimentos nacionais de ambos os países contra a colonização francesa na década de 1950, declarou o monarca alauita.

Ele também reiterou seu apelo à reabertura das fronteiras fechadas desde o verão de 1994 por iniciativa da Argélia. As autoridades argelinas respondiam à decisão de Rabat de impor um visto de entrada no seu território aos argelinos. Desde 2004, o visto foi abolido e as linhas aéreas entre os dois países foram restabelecidas, mas a Argélia se recusa a abrir as fronteiras terrestres.

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