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Irã adia execução de acadêmico sueco de origem iraniana

03/12/2020 13h43

Estocolmo, 3 dez 2020 (AFP) - A execução do acadêmico sueco-iraniano Ahmadreza Djalali, condenado à morte no Irã por espionagem, foi adiada por "alguns dias" por decisão das autoridades locais - disse sua esposa, Vida Mehran Nia, à AFP, nesta quinta-feira (3).

De acordo com a organização de direitos humanos Anistia Internacional, Ahmadreza Djalali seria transferido para a prisão de Karadj - onde a execução está marcada - na terça-feira.

De acordo com sua esposa, porém, a transferência ainda não ocorreu.

Segundo Vida, o adiamento estaria relacionado a "questões políticas" no Irã.

Djalali, que trabalhava no Instituto Karolinska, uma escola de medicina de Estocolmo, foi detido durante uma visita ao Irã em abril de 2016.

Ele foi acusado de ter transmitido ao serviço de Inteligência israelense informações sobre dois responsáveis pelo programa nuclear iraniano mortos entre 2010 e 2012.

Durante sua detenção, a Suécia lhe concedeu nacionalidade sueca em fevereiro de 2018, poucos meses depois que o Supremo Tribunal iraniano confirmou sua condenação à pena capital.

Djalali afirmou que foi condenado por se negar a espionar para o Irã enquanto trabalhava na Europa.

jll/hdy/mab/mb/tt

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