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Médico que usar ozônio contra covid-19 pode ser punido, sinaliza Conselho

do UOL

Do UOL, em São Paulo

06/08/2020 19h02

O uso da ozonioterapia como tratamento para qualquer doença só pode ser aplicado em caráter experimental, aponta o CFM (Conselho Federal de Medicina) em resolução publicada em 2018. Diante do anúncio recente pelo prefeito de Itajaí (SC) sobre a aplicação de ozônio no combate à covid-19, o presidente do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, indicou que médicos que adotarem o procedimento podem ser punidos.

"O médico que utilizar a ozonoterapia fica exposto a uma ação do Conselho Regional de Medicina de seu estado", disse Ribeiro, em entrevista ao jornal O Globo.

Segundo a declaração do prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), a aplicação seria pelo ânus. Para Ribeiro, no entanto, o método pode oferecer ainda mais riscos ao paciente: "Não é um procedimento inócuo. É invasivo e expõe o paciente a risco, como a perfuração do intestino grosso".

O CFM permite o uso da ozonioterapia apenas em caráter experimental e "sob protocolos clínicos de acordo com as normas do sistema" que sigam as normas da Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa). Morastoni, em live nesta segunda, disse que tinha inscrito o município em um protocolo da Conep.

Saúde não recomenda prática

Defensores da aplicação retal de ozônio como forma de tratamento para a covid-19 se reuniram na segunda com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

O Ministério da Saúde já divulgou nota afirmando não recomendar o uso do ozônio como prática clínica. "De acordo com nota técnica publicada em abril deste ano, o efeito da ozonioterapia em humanos infectados por coronavírus (Sars-Cov-2) ainda é desconhecido e não deve ser recomendado como prática clínica ou fora do contexto de estudos clínicos", declarou a pasta.

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