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Reino Unido poderá implementar vacina contra Covid-19 em meados de 2021

12/07/2020 20h39

Londres, 12 jul (EFE).- O Reino Unido pode começar a implementar uma vacina contra a Covid-19 no primeiro semestre de 2021, se os testes realizados pelo Imperial College, de Londres, forem bem-sucedidos, disse neste domingo um dos cientistas que lidera a pesquisa.

O professor Robin Shattock, que chefia a equipe de desenvolvimento de vacinas do Imperial College, afirmou que, se a pesquisa correr "realmente bem", haverá doses suficientes disponíveis para todos os cidadãos do Reino Unido.

Ele alertou, no entanto, que "não há certeza" de que algum das candidatas a vacina atualmente em desenvolvimento irá funcionar, pois depende do nível de imunidade necessário para prevenir a infecção.

"Prevemos que, se tudo correr muito bem, obteremos uma resposta sobre se (a candidata a vacina) funciona no início do próximo ano e criamos a infraestrutura para fazer essa vacina em todo o Reino Unido", disse Shattock à "Sky Network".

"Então, supondo que haja fundos para comprar essa vacina, poderíamos implementá-la em todo o Reino Unido no primeiro semestre do próximo ano", acrescentou.

No final de junho, a prestigiada universidade começou a testar sua candidata a vacina no primeiro voluntário saudável e até agora a inoculou em cerca de 15 pessoas, número que aumentará para incluir entre 200 e 300 participantes nas próximas semanas.

Os cientistas não sabem que nível de imunidade uma pessoa precisa para impedir sua disseminação, explicou Shattock, tornando "difícil de prever" a chance de sucesso.

"Se você precisar apenas de uma quantidade muito pequena de imunidade, suspeito que a maioria das vacinas em desenvolvimento funcionará realmente. Mas se você precisar de uma resposta imunitária muito forte ou de uma qualidade específica de resposta imunitária, veremos como algumas dessas candidatas podem ser descartadas", afirmou.

Embora a Universidade de Oxford também esteja realizando o estudo de sua própria vacina, a ideia de que pensar que ela possa estar disponível em setembro é algo que Shattock chamou de "muito otimista", em parte devido à diminuição do número de infecções que o Reino Unido está enfrentando.

O especialista também afirmou considerar "um risco muito baixo" a possibilidade de nenhuma dessas vacinas funcionar.

"Acho que temos muita sorte no Reino Unido de ter duas candidatas muito fortes, um na Imperial e outro em Oxford, e, portanto, estamos muito bem colocados, mas ainda não há certeza de que essas duas funcionem", enfatizou.

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