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Trump ameaça cortar fundos para escolas que não reabrirem

08/07/2020 11h27

NOVA YORK E WASHINGTON, 08 JUL (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta terça-feira (08) cortar fundos federais para as escolas que não reabrirem já no início do outono (no hemisfério norte). "Na Alemanha, Dinamarca, Noruega e Suécia e muitos outros países, as escolas estão abertas sem problemas. Os democratas acham que seria negativo para eles politicamente se as escolas dos EUA reabrirem antes das eleições de novembro, mas é importante para as crianças e as famílias. Posso cortar o fundo se elas não abrirem", ameaçou o presidente.   

A comparação de Trump ocorre com países que já conseguiram controlar a curva de contágios. Com exceção da Suécia, que manteve a maior parte das escolas abertas durante a pandemia, os demais citados fecharam as unidades escolares quando a contaminação estava alta e reabriram após a curva epidemiológica ser contida.   

Para se ter uma ideia, enquanto os Estados Unidos registraram 60.209 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, a Alemanha contabilizou 390 contaminações, a Dinamarca 10, a Noruega 11 e a Suécia 283.   

Segundo a mídia norte-americana, o presidente vem pressionando a reabertura para mostrar uma "normalidade" no país, mesmo com os altos números da doença. A gestão da crise do novo coronavírus, inclusive, é apontada como uma das razões para que o republicano apareça atrás do democrata Joe Biden em todas as pesquisas de opinião para o pleito de novembro.   

Além da pressão nas escolas, Trump também criticou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do próprio governo, por ter criado "diretrizes muito duras e cara para reabrir as escolas" com a segurança sanitária necessária. "De um lado, as querem abertas. Do outro, pedem que as escolas faça coisas muito impraticáveis. Vou me reunir com eles", disse ainda. Esse é o segundo anúncio do mandatário nesta semana para a educação. Na segunda-feira (06), ele emitiu uma ordem exigindo que todos os estudantes estrangeiros que só estão acompanhando aulas virtuais voltem para seus países.(ANSA)
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