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Homicídio de uma soldado escancara assédio sexual em bases militares americanas

06/07/2020 20h07

Houston, Estados Unidos, 6 Jul 2020 (AFP) - O homicídio de uma soldado do exército dos EUA e, em sequência, o suicídio do principal suspeito colocaram sob os holofotes o assédio sexual presente nas forças armadas dos EUA.

Vanessa Guillén, de 20 anos, que atuava no Exército dos EUA em Fort Hood, Texas, desapareceu há mais de dois meses.

Após semanas de busca, o advogado da família Guillén confirmou que restos humanos encontrados em 30 de junho perto de sua antiga base eram da militar desaparecida.

O principal suspeito do caso, um colega do Exército chamado Aaron Robinson, que também estava em Fort Hood, cometeu suicídio na última quarta-feira, quando a polícia teria o cercado.

Outra suspeita, Cecily Aguilar, a namorada de Robinson, foi acusada na quinta de "conspiração para manipular evidências".

Desde o desaparecimento de Guillén em 22 de abril, seus entes queridos disseram repetidamente que ela havia sido assediada sexualmente na base militar.

"Ela tinha medo de denunciá-lo", disse sua irmã Lupe à ABC News.

"Ela contou aos seus amigos. Ela informou sua família. Ele até falou com outros soldados na base", contou a irmã da soldado.

Porém, Lupe Guillén ressaltou: "Ela não queria fazer um relatório formal porque tinha medo de sofrer retaliação e de ser excluída e, como a maioria das vítimas, apenas tentou lidar com isso sozinha".

O caso de Guillén foi abordado por várias figuras públicas de destaque, incluindo o candidato presidencial democrata Joe Biden.

Segundo a advogada da família de Guillén, Natalie Khawam, a soldado planejava registrar uma queixa de assédio sexual contra Robinson, que acabou matando-a com um martelo na cabeça para evitar ser incriminado.

O assédio sexual é algo "epidêmico" nas forças armadas americanas, segundo a advogada da vítima, que exigiu que o Congresso aborde o tema.

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