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Kufa: manifestantes pró-Bolsonaro são pacíficos e não têm como se proteger

A advogada Karina Kufa - Reprodução/Instagram
A advogada Karina Kufa Imagem: Reprodução/Instagram
do UOL

Do UOL, em São Paulo

06/06/2020 12h10

Karina Kufa, advogada de Jair Bolsonaro (sem partido), disse que a declaração do presidente desestimulando seus apoiadores a fazerem manifestações nas ruas neste fim de semana nasceu de uma preocupação com as "pessoas pacíficas" que apoiam o governo, que se veem no meio de "protestos violentos".

"Nós tivemos sete semanas consecutivas de atos em apoio ao governo. Manifestantes que pudemos ver, de perto, que eram mulheres, homens, crianças e pessoas idosas. Declarando apoio ao governo e ao presidente Jair Bolsonaro", disse, à CNN Brasil.

"Passado esse período, vimos manifestações com o título de democráticas. O que causou preocupações foi a condução dessas manifestações. Digo isso por conta de violências que foram perpetradas nessas manifestações na semana passada", continuou.

Kufa citou a atuação de torcidas organizadas nos protestos, argumentando que estas entidades "costumam, historicamente, usar meios violentos". "Isso preocupa muito em relação aos manifestantes pró-Bolsonaro, que são pessoas pacíficas, e não teriam como se proteger em situações violentas", disse ainda.

"Por isso mesmo, preocupado com o cidadão de bem, que o presidente chegou a se pronunciar, pedindo que não haja mais manifestações pró-governo", completou.

Confrontos

No último domingo, um ato organizado por coletivos ligados a torcidas de futebol, que era autointitulado pró-democracia e antifascista, ocorreu em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. A poucos metros dali, em frente à sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), havia um grupo de manifestantes pró-Bolsonaro, que realizava um ato no local.

Houve confronto entre manifestantes dos dois grupos e a Polícia Militar interveio com bombas de gás. (Veja imagens abaixo)

Ao menos seis pessoas foram detidas pela PM. Destes, cinco foram acusados de se envolver em uma briga com um apoiador do presidente, que teria provocado o grupo. O celular do agredido foi tomado por um dos detidos, que permanecerá preso até a audiência de custódia.

Decisão do governo estadual

Durante a entrevista, Kufa também comentou sobre a decisão do juiz Rodrigo Galvão Medina, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), proibindo que manifestações contra e a favor do governo aconteçam ao mesmo tempo no mesmo lugar.

"Qualquer manifestação tem que ser livre, é garantido pela nossa Constituição. Obviamente que o governo estadual pode usar a força policial para evitar conflitos. Não é crível que se sustente manifestações justamente buscando conflitos, que podem atrapalhar a segurança do cidadão", argumentou.

"Visando isso, é acertada a decisão. Que tenham manifestações contrárias ou a favor do governo, é legítimo, mas que ocorram em lugares distintos", completou.

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