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"Dia Mundial da Bicicleta" de 2020 é diferente e traz esperança de nova era

Pessoas usam bicicleta na China, depois do fim do isolamento social - ALY SONG/REUTERS
Pessoas usam bicicleta na China, depois do fim do isolamento social Imagem: ALY SONG/REUTERS
Diego Salgado

Repórter do UOL desde 2015, com passagens por Estadão e Portal 2014. Ciclista há 20 anos na cidade de São Paulo, já pedalou por 10 países e atravessou sozinho a América do Sul e a Europa. A Oceania é o próximo desafio.

do UOL

03/06/2020 18h23

O transporte sustentável pede passagem há tempos nas grandes cidades do mundo. E, agora, em meio a um momento trágico da humanidade, diante da maior pandemia mundial em décadas, criou-se a expectativa para a chegada de uma nova era, a das bicicletas.

O Dia Mundial da Bicicleta 2020, por isso, é diferente dos outros anos. A data de hoje traz consigo a esperança de uma mobilidade urbana em que haja mais respeito aos ciclistas, com uma adesão maior às bikes, além de medidas que incentivem pessoas. Os novos ciclistas precisam se sentir seguros nas ruas. Isso só acontecerá com investimento e consciência.

As ações na Europa mostram que começamos bem. Faixas novas foram criadas nas metrópoles. Na Itália, o governo dará um incentivo financeiro àqueles que quiserem adotar a bicicleta como meio de transporte.

No Brasil, existe essa expectativa também, embora as ações do governo sejam mais tímidas e, em alguns casos, quase nulas. Mas, como ciclista, constatei que os motoristas estão mais gentis no trânsito. É um bom início por aqui.

Aguardemos, agora, por incentivos governamentais, porque o uso da bicicleta será realmente fundamental na reabertura, na retomada da vida normal daqui a algumas semanas. A troca do transporte público pela bike vai ajudar a diminuir as aglomerações. Com isso, o risco de uma segunda onda será menor.

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