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Ericsson aceita pagar US$ 1 bi por acusações de propina

07/12/2019 02h01

Washington, 7 dez 2019 (AFP) - O grupo sueco Ericsson aceitou pagar um bilhão de dólares em um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que o acusou de pagar propina em cinco países.

Uma subsidiária egípcia também se declarou culpada perante uma corte federal de Nova York da acusação de conspiração para violar uma lei sobre práticas de corrupção no exterior.

"Hoje, a gigante sueca de telecomunicações Ericsson admitiu uma campanha de corrupção durante vários anos em cinco países para solidificar seu controle de negócios de telecomunicações", declarou o procurador de Manhattan, Geoffrey Berman, em um comunicado.

A lei americana concede jurisdição ao seu Poder Judiciário em casos de corrupção envolvendo empresas que operam nos EUA ou se o crime implica em operações em seu sistema financeiro.

Os promotores concluíram que entre 2000 e 2016 a Ericsson pagou subornos, falsificou seus registros contábeis e garantiu que executivos do grupo ignorassem atos de corrupção, segundo o departamento de Justiça.

Os supostos subornos ocorreram em Djbuti, China, Vietnã, Indonésia e Kuwait.

Em seu site, a Ericsson diz que não há outro comentário a fazer além de assinalar que o valor de 1,2 bilhão de dólares, revelado em setembro, "ainda é uma estimativa atual da soma necessárias para cobrir as sanções monetárias" e outros custos.

O valor acertado entre o grupo e o departamento de Justiça será dividido entre o próprio departamento e as autoridades reguladoras do mercado americano.

A Ericsson também aceitou que durante três anos um terceiro acompanhe suas atividades para verificar se estão dentro da lei.

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