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Ex-assessora de Trump diz que Rússia busca interferir nas eleições de 2020

21/11/2019 12h33

Washington, 21 nov (EFE).- A ex-assessora especial do presidente Donald Trump para a Rússia Fiona Hill garantirá nesta quinta-feira no Congresso dos Estados Unidos, que o governo de Vladimir Putin se prepara para voltar a influenciar nas eleições americanas que acontecerão no próximo ano.

"O impacto da exitosa campanha de ingerência da Rússia em 2016 é evidente hoje em dia. Nossa nação foi quebrada. A verdade é questionada, e eles estão se preparando para repetir a interferência nas eleições de 2020", dirá a antiga integrante do Conselho de Segurança Nacional, segundo depoimento antecipado.

Hill, que deixou o cargo em julho deste ano, compareceu ao Congresso junto com David Holmes, conselheiro político da embaixada dos Estados Unidos em Kiev.

"Recuso-me a fazer parte de um esforço para legitimar uma verdade alternativa de que o governo ucraniano é um adversário dos EUA, e que a Ucrânia, e não a Rússia, nos atacou em 2016", diz o discurso.

Segundo a ex-assessoras, a versão é uma ficção, utilizada apenas para propósitos políticos domésticos, por isso, pedirá "aos legisladores para que não promovam falsidades politicamente motivadas, que tão claramente promovam os interesses da Rússia".

Com as audiências de hoje, se encerra uma intensa semana, marcada pelos testemunhos do embaixador americano na União Europeia, Gordon Sondland, que reconheceu as pressões feitas à Ucrânia, para que o ex-vice-presidente Joe Biden, do Partido Democrata, fosse investigado.

A Câmara dos Representantes dos EUA busca determinar se Trump bloqueou, de maneira intencional, a entrega de ajuda militar de US$ 400 milhões ao país do Leste Europeu, com o objetivo de forçar uma investigação contra um dos pré-candidatos democrata à corrida presidencial do próximo ano. EFE

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