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Procuradoria-Geral do Equador acusa ex-vice-presidente de peculato

23/09/2019 22h58

Quito, 23 set (EFE).- A Procuradoria-Geral do Equador acusou nesta segunda-feira o ex-vice-presidente do Jorge Glas pelo crime de desvio de US$ 28 milhões de recursos públicos na licitação para a exploração de um campo de petróleo na Amazônia, em 2012.

A procuradora-geral do Equador, Diana Salazar, acusou Glas e outras 14 pessoas pelo crime de peculato em uma audiência preparatória que começou no início da manhã de hoje na Corte Nacional. O juiz responsável pelo caso, Iván Saquicela, validou o processo e negou os argumentos da defesa do ex-vice-presidente, que tinha pedido a anulação do caso.

O escândalo investiga corrupção na cessão do Singue, nome do campo de petróleo que teria sido cedido irregularmente quando Glas era ministro de Setores Estratégicos do Equador. Entre os processados estão Carlos Pareja, ex-ministro de Hidrocarbonetos e ex-gerente da estatal Petroecuador, e Wilson Pástor, ex-ministro de Recursos Não Renováveis.

Em 2012, a Secretaria de Hidrocarbonetos, o consórcio Dyogoil e a Gente Oil Development assinaram um contrato de prestação de serviços para a exploração do Singue. A Procuradoria-Geral do Equador calcula que US$ 28 milhões foram desviados.

As investigações começaram há dois anos com base em um relatório elaborado pela Controladoria do Estado. Vários dos advogados dos acusados afirmaram que o documento deveria ser declarado como nulo por ter, entre outros motivos, superado o prazo estabelecido.

Glas está preso há mais de dois anos após ser condenado por formação de quadrilha pela participação no esquema de corrupção da Odebrecht. O ex-vice-presidente também é investigado em outro caso, conhecido como "Propinas 2012-2016". EFE

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