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Gerente e governanta são suspeitas de aplicar golpe de R$ 1,2 mi em idosa

do UOL

Rafael Ribeiro

Colaboração para o UOL, em Campo Grande

19/09/2019 19h58

Uma gerente de banco de 40 anos e uma governanta de 59 foram indiciadas ontem por furto qualificado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, acusadas de desviarem até R$ 1,2 milhão da conta corrente de uma idosa, de 88, em Campo Grande. Com o dinheiro, elas teriam comprado carros, casas em condomínio de luxo e até uma viagem para a Disney, nos EUA. As duas confessaram o golpe.

Segundo o delegado Fábio Brandalise, da Derf (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubo e Furto), responsável pelas investigações, a idosa sofre de Alzheimer, entre outras doenças e por isso tinha tratamento diferenciado por parte de seu banco.

"Ela é muito rica, mas morava sozinha, em uma casa cheia de funcionários, cerca de 20 deles", disse ao UOL o delegado, que acredita que muitos dos profissionais que trabalham para a idosa tenham recusado a oferta da gerente, considerada a mentora intelectual do crime.

Os desvios, segundo a polícia, começaram em janeiro, quando a gerente bancária passou a realizar atendimento personalizado na casa da idosa. Sem entender o que assinava, ela autorizou pelo menos 12 transferências bancárias até junho.

As duas suspeitas foram descobertas devido ao comportamento negligente e descuidado após aplicarem o suposto golpe.

Após a última transferência feita, que totalizou R$ 873,3 mil passados a sua conta, a gerente tirou licença médica do banco em que trabalhava (e que não teve o nome revelado pela polícia), postando em seguida nas suas redes sociais fotos passeando com a família na Disney.

A atitude chamou a atenção de familiares da idosa, que foram conferir o extrato bancário e descobriram o desfalque gigantesco nas finanças.

A polícia descobriu que a suspeita havia comprado um terreno e uma casa no Condomínio Dhama, bairro de alto padrão da capital sul-mato-grossense. Casa imóvel custou mais de R$ 1 milhão. A suspeita do delegado Brandalise é que ela esperava desviar mais dinheiro da vítima para conseguir formalizar os pagamentos.

A governanta trabalhava com a idosa havia mais de 20 anos. Ela recebeu nas transferências aproximadamente R$ 388 mil e, segundo a polícia, comprou um carro.

Em seu depoimento, a governanta chorou e se disse arrependida, mas afirmou que aceitou a oferta da gerente por estar com muitas dívidas acumuladas.

O Ministério Público do Mato Grosso do Sul pediu a prisão imediata das acusadas, mas a Justiça negou e permitiu que elas respondam o processo em liberdade. Ambas já tiveram seus bens congelados.

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