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CPI do BNDES quer explicações de Levy sobre demissão e "caixa preta"

Levy foi ministro da Fazenda do governo Dilma e secretário do Tesouro de Lula - Ueslei Marcelino/Reuters
Levy foi ministro da Fazenda do governo Dilma e secretário do Tesouro de Lula Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters
do UOL

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

16/06/2019 14h20

A CPI do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) quer explicações de Joaquim Levy, que pediu demissão hoje da presidência da instituição. A convocação será apresentada amanhã pelo Podemos, para que o economista fale sobre a chamada "caixa preta" dos empréstimos internacionais.

A baixa do presidente do banco aconteceu um dia após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) declarar que Levy estava com a "cabeça a prêmio". Isso porque o Bolsonaro ameaçou demiti-lo e disse estar "por aqui" com o economista que nomeou o advogado Marcos Barbosa Pinto à diretoria de Mercados de Capitais. O advogado, assim como Levy, tiveram cargos na área econômica nos governos petistas.

"Agora é o momento para ele explicar por que não abriu a caixa preta do BNDES. A missão dele era mostrar os empréstimos internacionais, para países da América e da África, para a JBS também", afirmou o líder do Podemos, José Nelto (GO).

O deputado é membro titular da CPI e articula com quadros do Cidadania e PSL para aprovarem o requerimento para ouvir Levy.

"Essa ascensão da JBS é igual jabuti. Não subiu sozinho na árvore, alguém colocou lá. Queremos saber quem colocou. E vamos ouvir o Levy para ele dar essas explicações. É crucial para a investigação ele ir e dar esclarecimentos sobre o uso do recurso público", considerou Nelto.

A CPI tem como foco irregularidades em empréstimos do banco entre 2003 e 2015. Outra pessoa que também será convocada para prestar esclarecimentos, após uma queda de braço judicial, é o ex-ministro Antonio Palocci.

Levy foi secretário do Tesouro Nacional no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre 2003 e 2006, ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT) em 2015 e um dos diretores do Banco Mundial, em 2016. Ocupou também o posto de secretário-adjunto na Secretaria de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 2000.

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