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Hungria abrirá sede comercial com status diplomático em Jerusalém

2019-02-19T14:19:00

19/02/2019 14h19

Jerusalém, 19 fev (EFE).- O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, anunciou nesta terça-feira que seu país abrirá um escritório comercial com status diplomático em Jerusalém, durante um encontro com o chefe do Governo israelense, Benjamin Netanyahu, segundo informou o escritório de imprensa do Executivo local.

"Acabo de informar ao primeiro-ministro (Netanyahu) que o Governo húngaro decidiu abrir uma representação comercial com status diplomático aqui, portanto também teremos uma presença oficial em Jerusalém", declarou Orbán, que acrescentou que esta decisão representa "um passo para melhorar ainda mais a relação entre o povo israelense e a Hungria".

Netanyahu felicitou Orbán pela decisão e o agradeceu por "ter ampliado a embaixada da Hungria em Israel a Jerusalém", o que, garantiu, significa "ter uma extensão" húngara na Cidade Santa que tratará de assuntos comerciais, e representa "um sinal da amizade" entre Hungria e Israel.

Além disso, o líder israelense disse que ambos os Estados enfrentam "adversários comuns", como "o Islã militante" e "as suas forças radicais", e acrescentou que os serviços secretos israelenses colaboram estreitamente com os da Hungria.

Os líderes também trataram sobre como aumentar a cooperação nos âmbitos de segurança, inteligência, tecnologia, saúde e meio ambiente.

A reunião de Netanyahu com Orbán aconteceu pouco depois de o dirigente israelense ter se reunido com o primeiro-ministro da Eslováquia, Peter Pellegrini, que anunciou que seu país abrirá em breve um centro cultural, de informação e inovação em Jerusalém, e acrescentou que destinará um representante diplomático "responsável de inovação" à nova sede da Cidade Santa.

Em outro encontro separadamente, Netanyahu se reuniu anteriormente com o primeiro-ministro da República Tcheca, Andrej Babis, com quem tratou vários assuntos de cooperação bilateral.

As relações entre tchecos e israelenses se fortaleceram recentemente, após a inauguração em novembro em Jerusalém pelo presidente tcheco, Milos Zeman, de um escritório para realizar atividades culturais e comerciais em nome da República Tcheca, o que foi visto como um "primeiro passo" para abrir sua embaixada nesta cidade.

O status de Jerusalém é uma questão delicada desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu a Cidade Santa como capital israelense, uma decisão que se materializou com a mudança de sua máxima legação diplomática em maio, decisão que foi seguida pela Guatemala.

Este passo supôs uma ruptura do consenso internacional de não estabelecer embaixadas rm Jerusalém até que não houvesse uma solução para o conflito entre israelenses e palestinos, uma postura compartilhada pela União Europeia.

Os líderes de Hungria, Eslováquia e República Tcheca visitaram Israel a convite de Netanyahu para participar de uma cúpula do Grupo de Visegrado, que é integrado por esses países, mais a Polônia, e que deveria ter começado ontem.

No entanto, a conferência finalmente foi cancelada depois que o Governo polonês suspendeu sua viagem pela polêmica suscitada por causa de recentes declarações de Netanyahu e de seu ministro de Relações Exteriores, Israel Katz, nas quais acusaram poloneses de terem participado no Holocausto contra os judeus. EFE

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