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Milhares de venezuelanos vão às ruas em todo o país contra Nicolás Maduro

Venezuelanos vão às ruas contra o governo de Maduro

AFP

23/01/2019 14h54

Milhares de cidadãos da Venezuela estão se manifestando nesta quarta-feira nos 23 estados do país e na capital Caracas contra Nicolás Maduro como parte de uma mobilização convocada pela oposição para não reconhecer a legitimidade do segundo mandato do presidente, que acaba de começar.

As manifestações incluem marchas e concentrações e conseguiram reunir milhares de pessoas em estados como Zulia (fronteiriço com a Colômbia), Mérida, Trujillo, Lara (oeste), Aragua e Carabobo (norte).

Além disso, dezenas de milhares estão marchando de dez pontos diferentes em Caracas, conforme constatou a Agência Efe, para uma concentração na qual o presidente da Assembleia Nacional (AN, parlamento), o opositor Juan Guaidó, oferecerá um discurso.

Centenas de chavistas também marcharam nesta quarta-feira na capital venezuelana em apoio ao presidente, para um palanque no qual está previsto que Maduro faça a sua primeira aparição em um lugar aberto em meses.

Apesar de as emissoras de televisão não mostrarem imagens das manifestações da oposição, estas se proliferam nas redes sociais, algumas delas compartilhadas por dirigentes opositores.

Enquanto isso, o canal estatal "VTV" mantém uma transmissão ininterrupta dos atos governistas em Caracas sob o lema "O Povo em Defesa da Paz e da Democracia".

As forças da ordem lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra algumas das concentrações da oposição em Caracas e, até agora, veículos de imprensa locais falam que uma pessoa foi detida.

Maduro pediu ontem que os cidadãos se manifestassem pacificamente, sem deixar de advertir que o governo dos Estados Unidos e alguns setores da oposição venezuelana querem ver caos e violência durante os protestos.

O parlamento e boa parte da comunidade internacional não reconhecem Maduro como legítimo por ter conseguido sua reeleição em um pleito tachado de fraudulento e no qual seus principais adversários não puderam participar. EFE

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