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Polícia fará reconstituição da morte de Henry Borel, com mãe e padrasto

Henry Borel, de 4 anos, morreu no dia 8 de março, no Rio de Janeiro - Reprodução/Redes Sociais
Henry Borel, de 4 anos, morreu no dia 8 de março, no Rio de Janeiro Imagem: Reprodução/Redes Sociais
do UOL

Tatiana Campbell

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

31/03/2021 10h12

O vereador e médico Dr. Jairinho (Solidariedade) e a professora Monique Medeiros, padrasto e mãe de Henry Borel, 4, irão participar amanhã de uma reprodução simulada no apartamento do condomínio Majestic, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, local onde o menino foi encontrado pelo casal, segundo a versão deles, "gelado e com os olhos virados".

Na reconstituição Monique e Jairinho irão detalhar aos agentes da 16ª DP (Barra), aos peritos do IML (Instituto Médico Legal) e do ICC (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) a versão deles do que aconteceu na madrugada do último dia 8.

Para ajudar na reprodução, será utilizado um boneco — usado durante treinamentos do Corpo de Bombeiros — com o mesmo peso e altura de Henry. A ação está prevista para começar às 14h.

Henry Borel morava junto com a mãe e o padrasto, Dr. Jairinho, no condomínio Majestic, na Barra da Tijuca - Reprodução/Google Maps - Reprodução/Google Maps
Henry Borel morava junto com a mãe e o padrasto no condomínio Majestic, na Barra da Tijuca
Imagem: Reprodução/Google Maps

A Polícia Civil quer entender as circunstâncias do relato em que o casal diz que encontrou o menino desacordado no chão do quarto onde eles dormem. Segundo Monique e Jairinho, os dois estavam assistindo televisão e disseram que, durante a madrugada, mudaram de cômodo para não acordar Henry. Por volta das 3h30 a mãe do menino levantou e acordou Jairinho, ao voltar para o quarto, em depoimento, Monique disse que já encontrou o filho no chão "gelado e com os olhos revirados", além de estar com falta de ar.

No caminho para o hospital, Jairinho teria então recomendado que a mãe da criança realizasse procedimento de boca a boca, mas Henry não respondia. O menino deu entrada no Hospital Barra D'Or já sem vida, de acordo com os depoimentos prestados pela equipe médica da unidade.

Ao todo, os policiais já ouviram 17 testemunhas no inquérito que apura a morte do menino. Além de Monique e Jairinho, também prestaram depoimento o pai de Henry, Leniel Borel de Almeida, a avó materna do menino, Rosângela Medeiros, três médicas do hospital para onde a criança foi levada, três vizinhos do casal, a babá, a empregada doméstica — que contradisse a versão de Monique —, a professora, a psicóloga, a secretária de Jairinho e de duas ex-companheiras do vereador.

Um dos depoimentos acabou gerando uma investigação paralela na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima após uma ex-amante e a filha dela relatarem ter sofrido agressões do parlamentar há 8 anos quando a mulher mantinha um relacionamento com Jairinho.

No depoimento, um dos detalhes ditos pela ex-companheira, foi de que o vereador teria afundado a cabeça da filha dela, na época com 4 anos, na piscina. A defesa de Jairinho nega as acusações e diz que os relatos são movidos por sentimento de vingança já que o parlamentar não quis continuar no relacionamento.

Na sexta-feira (26) a Polícia Civil realizou uma operação e apreendeu 11 celulares dos envolvidos no caso. Os aparelhos de Jairinho, Monique e Leniel estão sendo periciados. Um dos celulares do casal, segundo reportagem da TV Globo, teve as mensagens apagadas. Procurado pelo UOL, o advogado André França, que representa Jairinho e Monique disse: "Desconheço a informação".

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