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EUA deveriam ter pressionado mais o ex-presidente afegão, diz ex-enviado

24/10/2021 14h04

Washington, 24 Out 2021 (AFP) - Washington não pressionou o suficiente o ex-presidente afegão Ashraf Ghani para dividir o poder com os talibãs, disse Zalmay Khalilzad, que recentemente renunciou ao cargo de enviado dos EUA no Afeganistão, em uma entrevista exibida pelo canal CBS neste domingo (24).

O afegão Khalilzad, em seus primeiros comentários desde que sua renúncia foi anunciada em 18 de outubro, também expressou suas reservas sobre a decisão do governo do presidente Joe Biden de suspender as condições do acordo de retirada que ele negociou com os insurgentes islâmicos durante a administração de Donald Trump.

O acordo assinado em fevereiro de 2020 entre Washington e os talibãs - que excluía o governo de Ghani em Cabul - abriu caminho para os Estados Unidos encerrarem sua guerra mais longa.

Mas era "um pacote baseado em condições" que incluía negociações entre os insurgentes e Cabul, assim como um cessar-fogo permanente e completo, disse Khalilzad.

No entanto, uma vez na Casa Branca, Biden decidiu "fazer uma retirada com base no calendário", sem levar em conta essas condições, afirmou. "Foi uma decisão tomada muito acima do meu nível salarial", acrescentou.

Khalilzad coloca a maior parte da culpa pelo fracasso das negociações em Ghani, que, segundo ele, nunca concordou em dividir o poder com os talibãs.

"Preferiram o status quo a um acordo político", disse sobre o governo de Cabul. "E então, quando ficou claro que os Estados Unidos estavam saindo, eles calcularam mal os efeitos de continuar a guerra. Não levaram o acordo político a sério."

"Em minha opinião, não o pressionamos o suficiente. Fomos bons com o presidente Ghani. Usamos a diplomacia. Nós o encorajamos", acrescentou.

Em 15 de agosto, Ghani fugiu de Cabul quando a autoridade do governo desmoronou e os talibãs tomaram a capital.

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