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1 mês

Marina Silva diz que Bolsonaro se colocou 'ao lado de ladrões de madeira'

Marina Silva (Rede), ex-ministra e ex-senadora, criticou decisão de Bolsonaro que exonerou Alexandre Saraiva - Valter Campanato/Agência Brasil
Marina Silva (Rede), ex-ministra e ex-senadora, criticou decisão de Bolsonaro que exonerou Alexandre Saraiva Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
do UOL

Colaboração para o UOL, em Alagoas

07/05/2021 11h16

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) voltou a criticar a decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de exonerar o superintendente da Polícia Federal do Amazonas, Alexandre Saraiva, após o delegado encaminhar uma notícia-crime ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra o atual ministro da pasta, Ricardo Salles, por suposta organização criminosa e favorecimento a madeireiros.

Para Marina Silva, ao exonerar Alexandre Saraiva, o governo Bolsonaro tentou "intimidar" a Polícia Federal, se posicionou do lado contrário do combate à corrupção e se colocou "ao lado dos ladrões de uma quantidade enorme de madeira".

"No quesito combate à corrupção, o governo Bolsonaro deu uma demonstração: exonerou o delegado e colocou-se ao lado dos ladrões de uma quantidade enorme de madeira, um roubo de patrimônio público", afirmou a ex-ministra em entrevista à revista Veja.

Para a fundadora da Rede Sustentabilidade, a iniciativa do governo deu "um duplo sinal negativo para os interesses do Brasil, que quer entrar no clube dos países mais avançados".

"É um sinal de conivência com a corrupção, com a destruição da Amazônia, nosso maior patrimônio. O governo tenta o tempo todo aprovar lei para enfraquecer os processos de fiscalização, monitoramento e controle", completou.

Marina Silva critica João Santana

Candidata à presidência da República nas últimas três eleições, Marina Silva disse ser a favor de uma alternativa que se contraponha ao atual presidente Jair Bolsonaro, que tentará à reeleição, e ao pré-candidato petista, Lula. No entanto, a ex-ministra criticou a decisão do PDT, partido que ela alega ter "afinidade", de contratar o marqueteiro João Santana para comandar a campanha de Ciro Gomes.

Marina afirma que João Santana representa "a antítese" de tudo que ela vem defendendo para o país desde 2010, quando se lançou em sua primeira candidatura ao Planalto, e disse não vê como o marqueteiro poderá contribuir "com qualquer discussão em alto nível".

"Ele demonstrou na prática, na lógica dele e dos que o contrataram, que 'fake news vale a pena'. Essa tecnologia de usar notícias falsas para se eleger começou em 2014, sendo comandada pelo PT e operada tecnicamente pelo João Santana. Então, se o que eu quero é o debate para fazer um Brasil melhor, não vejo como João Santana possa contribuir com qualquer discussão em alto nível", concluiu.

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