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15 dias

Aprovação do presidente do Chile cai para 14% em plena 2ª onda de contágios

12/04/2021 16h47

Santiago (Chile), 12 abr (EFE).- A aprovação do presidente do Chile, Sebastián Piñera, caiu para 14% em pleno agravamento da segunda onda da pandemia de covid-19, o que representa a queda mais significativa dos últimos meses e o nível mais baixo desde dezembro de 2020, segundo revelou uma pesquisa nesta segunda-feira.

A pesquisa Plaza Pública Cadem indica uma queda de seis pontos percentuais em relação a março, acompanhada de uma queda na aprovação da gestão da crise da pandemia, que caiu 23 pontos percentuais nas últimas seis semanas, chegando a 35%.

O indicador tem diminuído desde que em fevereiro a aprovação presidencial alcançou 24%, sustentada pelo rápido processo de vacinação, feito que deu um respiro a Piñera após meses de duros questionamentos por causa dos primeiros momentos da pandemia e dos protestos de 2019.

No entanto, o agravamento da pandemia após as férias de verão, com uma segunda onda que pressionou o sistema de saúde, levou Piñera a 14% de aprovação e 73% de rejeição, três pontos percentuais a mais do que um mês atrás.

"Aumentou o temor de se contagiar (68%) e o plano de vacinação em massa continua se desenvolvendo sem inconvenientes, com 49% da população vacinada", afirma a pesquisa.

Piñera, que chegou ao poder em março de 2018 para o segundo mandato consecutivo, viu os mais de 50% de aprovação despencarem em fevereiro para 9%, sua pior marca, após a onda de protestos contra a desigualdade iniciados em 2019.

Com mais de 1 milhão de casos de covid-19 e mais de 20 mil mortes por complicações da doença, o Chile vive uma segunda onda de contágios que obrigou as autoridades a fechar as fronteiras e adiar para 15 e 16 de maio as eleições constituintes e municipais que seriam realizadas em 10 e 11 de abril.

No momento, 83% da população se encontra em fase de quarentena total, o que significa que as pessoas só podem sair para realizar atividades essenciais e quase todos os comércios permanecem fechados, exceto os de primeira necessidade.

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